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Com quase dois séculos de história a nível global e 120 anos de presença em Portugal, a Siemens é um dos exemplos mais consistentes de transformação contínua. De gigante industrial a empresa tecnológica, a mudança foi profunda, mas a essência manteve-se: usar um conhecimento profundo do mundo físico para acelerar a digitalização, a eficiência e a sustentabilidade.

“É curioso perceber que a essência do industrial não desapareceu. O que fizemos foi eletrificar, digitalizar e tornar inteligente aquilo que já existia”, afirma Sofia Tenreiro.

Hoje, a Siemens aplica inteligência artificial, dados, simulação e software avançado em áreas tão diversas como saúde, mobilidade, automação industrial, infraestruturas e edifícios inteligentes.

Ao longo do episódio, a CEO da Siemens Portugal explica como a empresa deixou de vender apenas hardware para passar a oferecer soluções integradas, onde o software, a IA e a simulação digital assumem um papel determinante. Um dos exemplos mais ilustrativos é o uso de Digital Twins, réplicas digitais do mundo real que permitem simular fábricas, produtos ou infraestruturas antes de decisões críticas serem tomadas.

“Ligamos o mundo real ao mundo digital para reduzir risco, custos e aumentar eficiência”, sublinha.

Esta capacidade de testar cenários (desde fábricas e portos até infraestruturas energéticas) tornou-se um dos principais diferenciais competitivos da Siemens.

Portugal no centro da inovação global

O nosso país é atualmente, o sexto maior centro de competências tecnológicas da Siemens no mundo, atrás apenas da Índia, China, Estados Unidos, Alemanha e Áustria.

Em Portugal, mais de 1500 profissionais integram um Tech Hub responsável pelo desenvolvimento de soluções globais em áreas como inteligência artificial, dados, cibersegurança, IoT, digital twins e metaverso industrial, tecnologias criadas localmente e aplicadas à escala mundial.

Apesar desta dimensão, Sofia Tenreiro reconhece que a Siemens continua a ser, para muitos clientes, um “segredo bem guardado”. A relação histórica construída em torno do hardware abriu agora caminho a uma transição natural para soluções de software e inteligência artificial.

“Somos um best-kept secret porque os clientes conhecem-nos na componente com que trabalham connosco há décadas. Depois há todas estas áreas novas, menos óbvias, mas onde já temos muitos use cases. A confiança construída ao longo de muitos anos faz toda a diferença”, explica.

“A promessa da IA já passou. Agora é preciso criar valor.”

Apesar do entusiasmo em torno da inteligência artificial, a CEO da Siemens Portugal deixa um alerta claro: muitas empresas ainda não estão preparadas. Dados desorganizados, falta de capacitação das pessoas e processos rígidos continuam a travar resultados concretos.

Ainda assim, o tom é de otimismo:

“Quero acreditar que em 2026 vamos começar a ver muito mais potencial concretizado, muito mais valor extraído da IA, porque as empresas vão conseguir avançar nos três pilares que permitem maximizar os resultados.”

Durante anos, a inteligência artificial foi sobretudo uma promessa. Agora, começa finalmente a traduzir-se em impacto real, mas apenas para as organizações que fizeram o trabalho de base.

“Estes últimos anos foram a promessa do que é a IA. Mas também a consciencialização de que, se não trabalharmos dados, pessoas e processos, não conseguimos extrair o máximo valor”, conclui Sofia Tenreiro.

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