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João Cotrim de Figueiredo começou a intervenção desta noite com o assumir da derrota. "Não passei à segunda volta destas eleições.Em conformidade, já liguei-me para Seguro e André Ventura para os felicitar pela passagem à segunda volta das eleições que terão lugar agora no próximo 8 de fevereiro".

"O respeito pelos nossos adversários e o respeito, sobretudo, pela vontade soberana do povo é a essência da democracia", acentuou.

"Assumo como uma derrota pessoal. Não é uma derrota da magnífica equipa que me acompanhou. Não é uma derrota da ideia de que precisamos de renovar a nossa democracia e a nossa classe política. Não é uma derrota da ideia de que Portugal pode ser mais e pode ser melhor. É uma derrota pessoal do candidato que não conseguiu transmitir essa ideia com força suficiente. Mas, meus amigos, a minha derrota não diminui nada uma outra enorme vitória. A vossa vitória. Esta campanha nunca foi apenas uma campanha eleitoral. Foi também um desafio aos portugueses que querem um país que pense mais, decida melhor e exija mais de si próprio", recordou.

"Por isso, hoje não tem de ser um fim. Pode muito bem ser o princípio de um caminho que se abriu para que alguém o possa trilhar", disse ainda.

Para Cotrim de Figueiredo, "a política pode ser geradora de esperança". "Não há nada mais poderoso que um movimento com esperança. Se pensarem bem, esta campanha foi muito à volta da confiança. Confiança nas instituições, porque Portugal precisa das instituições fortes, respeitadas, realmente independentes, começando pela própria Presidência da República. Depois, confiança nos portugueses, nas pessoas. Porque o país só avança quando confia nos seus cidadãos. Cidadãos que trabalham, que arriscam, que criam, que sustentam o país todos os dias. E, finalmente, a confiança no futuro. Portugal pode ter um futuro melhor se há confiança nas instituições e nas pessoas".

João Cotrim de Figueiredo frisou que "os portugueses estarão confrontados na segunda volta com uma péssima escolha entre António José Seguro e André Ventura. Ou seja, embora hoje exista em Portugal uma maioria social de centro-direita, é provável que tenhamos a ter um Presidente da República oriundo do Partido Socialista. Tal ficará a dever-se exclusivamente a um erro estratégico da liderança do PSD".

"Luís Montenegro, apesar das evidências, apesar do apelo que lhe fiz, não pôs o interesse do país à frente do interesse do seu próprio partido. Não esteve à altura", criticou.

Nesse sentido, Cotrim de Figueiredo garantiu que não tenciona "endossar ou recomendar o voto a qualquer dos candidatos na segunda volta".

"Os eleitores que me confiaram o voto de hoje fizeram-no livremente. E deverão poder fazer-o livremente outra vez na segunda volta", rematou.

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