Japão em suspenso: sete dias de incerteza depois do sismo

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Um sismo de magnitude 7,7 ao largo da costa nordeste do Japão, em Iwate, marcou o início de um dia que rapidamente passou do impacto imediato para um estado prolongado de alerta. O abalo, registado a cerca de 100 quilómetros da costa e a 20 quilómetros de profundidade, fez tremer edifícios durante mais de um minuto e foi sentido a centenas de quilómetros de distância, incluindo em Tóquio.

O sismo desencadeou um alerta de tsunami em várias zonas da costa, com ondas a atingirem diferentes localidades. No porto de Kuji, em Iwate, foi registada uma onda de 80 centímetros, enquanto outras áreas observaram níveis mais baixos, mas suficientes para justificar medidas de precaução. Cerca de 172 mil pessoas receberam ordens de evacuação em várias prefeituras japonesas, incluindo Hokkaido, Aomori e Miyagi, e alguns serviços ferroviários foram temporariamente suspensos.

No entanto, foi o que aconteceu nas horas seguintes que definiu o tom do dia. A Agência Meteorológica do Japão emitiu um aviso pouco comum, alertando para a possibilidade de um novo terramoto de maior magnitude nos próximos dias. O chamado “alerta de terramoto subsequente”, previsto num sistema criado em 2022, aplica-se quando um sismo significativo ocorre nesta região e indica que a probabilidade de um abalo ainda mais forte (de magnitude 8 ou superior) é superior ao normal.

Apesar de o risco continuar relativamente baixo, estimado em cerca de 1%, representa um aumento significativo face aos valores habituais. O aviso abrange 182 municípios, de Hokkaido até à região de Chiba, e estará em vigor até 27 de abril, criando um período prolongado de vigilância.

As autoridades pediram à população que reavalie os seus planos de evacuação, confirme rotas de saída e assegure formas de comunicação com familiares, sublinhando a necessidade de estar preparado para agir a qualquer momento. Ao mesmo tempo, o governo japonês ativou uma célula de gestão de crise e mobilizou meios para monitorizar a situação, incluindo helicópteros para avaliação de danos.

A memória do Tsunami de Tohoku de 2011, que causou milhares de vítimas, voltou a ser evocada como referência para a resposta rápida da população.

Embora, para já, os danos sejam limitados e haja registo de poucos feridos, as autoridades alertam para a possibilidade de novos sismos nos próximos dias, bem como para riscos adicionais, como deslizamentos de terra, agravados pela previsão de chuva em algumas zonas.

O Japão entra assim numa fase menos visível, mas igualmente crítica: não apenas a recuperação imediata após um sismo, mas a gestão de uma incerteza que pode prolongar-se durante dias. Entre a necessidade de manter a normalidade e a preparação constante para um cenário mais grave, o país permanece em alerta, numa semana em que o mais importante pode ainda não ter acontecido.

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