A proposta para o espetáculo, previsto para 26 de junho, foi analisada pelo clube suíço, que confirmou à agência Efe ter optado por rejeitar o pedido após uma avaliação detalhada. Apesar da decisão, o clube sublinha que o recinto continuará disponível para outros eventos culturais e desportivos.
A Suíça torna‑se assim o quarto país europeu a impedir atuações do rapper, juntando‑se à Polónia, França e Reino Unido, onde vários concertos foram cancelados ou adiados devido às declarações antissemitas e manifestações de simpatia pelo nazismo feitas por Kanye West, que mais tarde procurou retratar‑se. No Reino Unido, o artista chegou a ser impedido de entrar no país, o que levou ao cancelamento da sua presença no Festival Wireless. Em França, o concerto marcado para Marselha foi adiado depois de o ministro do Interior, Laurent Nunez, ter manifestado oposição à realização do evento.
O músico reagiu recentemente nas redes sociais, afirmando que assume total responsabilidade pelas suas ações e que não pretende envolver os fãs na controvérsia. Garantiu ainda estar empenhado em prosseguir a digressão europeia, que inclui um concerto no Estádio do Algarve a 7 de agosto. A tour, inicialmente mais extensa, mantém agora datas apenas na Turquia, Países Baixos, Itália, Espanha e Portugal.
Kanye West tem enfrentado forte contestação desde que publicou imagens de suásticas, expressou admiração pelo nazismo, lançou a música Heil Hitler e comercializou t‑shirts com simbologia nazi. Em 2022, foi suspenso da série X‑Men devido a comentários considerados ofensivos. Em janeiro, pediu desculpa num anúncio no Wall Street Journal, afirmando que não é nazi nem antissemita e atribuindo o seu comportamento a um episódio bipolar, explicação que voltou a reforçar ao referir que as suas ações resultaram de uma crise de saúde mental.
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