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Volodymyr Zelensky deslocou-se a Paris para um encontro prolongado com Emmanuel Macron, sublinhando a necessidade de garantir que qualquer acordo para pôr termo à guerra seja “verdadeiramente duradouro”, diz o The Guardian.
As declarações surgem numa semana descrita por responsáveis europeus como “decisiva” para a diplomacia, ao mesmo tempo que delegações dos Estados Unidos se deslocam a Moscovo para contactos sobre o futuro das negociações.
Durante várias horas de conversa no Palácio do Eliseu, Zelensky e Macron centraram-se nas negociações destinadas a acabar com a guerra e nas garantias de segurança para a Ucrânia. Antes mesmo de ambos se apresentarem perante os jornalistas, o presidente ucraniano divulgou nas redes sociais as suas primeiras impressões, insistindo que “a paz deve tornar-se realmente duradoura” e que o envolvimento de todos os líderes internacionais será determinante nos próximos passos. Zelensky adiantou ainda que ele e Macron iriam falar com vários dirigentes europeus ao longo do dia.
De acordo com o Eliseu, citado pela Reuters, a dupla aproveitou o encontro para dialogar com líderes da Alemanha, Polónia, Itália, Noruega, Finlândia, Dinamarca e Países Baixos, bem como com os responsáveis máximos da União Europeia e da NATO. Conversaram igualmente com Steve Witkoff, enviado de Washington para as discussões de paz, e com Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança e Defesa da Ucrânia. Zelensky confirmou posteriormente que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também participou nas conversações.
Enquanto Paris se tornava o foco da diplomacia, Berlim recebia o chanceler alemão Friedrich Merz e o primeiro-ministro polaco Donald Tusk, que procuraram apresentar um sinal de unidade perante a pressão crescente para definir uma estratégia comum rumo à paz.
Merz rejeitou qualquer solução que surgisse como uma “paz ditada” à Ucrânia e defendeu coordenação reforçada entre parceiros europeus. Sublinhou igualmente a importância de continuar a apoiar Kiev contra o “agressor russo”, mantendo a coesão transatlântica e explorando mecanismos financeiros como a utilização de ativos russos congelados.
Entre contactos internacionais, Zelensky prepara-se ainda para viajar para Dublin, na sua primeira visita à Irlanda, onde se reunirá com o taoiseach Micheál Martin e com a presidente Catherine Connolly, além de discursar no parlamento irlandês. Desde o início da agressão russa, cerca de 120 mil ucranianos encontraram refúgio no país.
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