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Em Coimbra, a Câmara Municipal preparou sete locais de acolhimento para a eventual evacuação de populações nas margens do rio Mondego, entre Coimbra e a Figueira da Foz. A presidente da autarquia, Ana Abrunhosa, explicou que estas estruturas garantem pernoita, alimentação e espaço para animais de companhia, estando a informação já articulada entre todos os agentes de proteção civil. As evacuações só ocorrerão em caso de risco iminente para a estrutura hidráulica do Mondego, sendo feita uma monitorização permanente da situação.

A Marinha Portuguesa pré-posicionou meios nos rios Mondego e Tejo, com 29 botes e embarcações semi-rígidas, 16 dos quais colocados junto às margens do Mondego, em Coimbra, e do Tejo, em Vila Nova da Barquinha. Em Leiria, mais de 200 militares da Marinha, incluindo 70 no terreno, estão a apoiar as populações afetadas pela tempestade, podendo o dispositivo ser reforçado.

No Seixal, a autarquia avançou com o corte preventivo de várias vias devido ao risco de cheias na zona ribeirinha, na sequência do aviso laranja emitido pelo IPMA para a região de Setúbal. Os cortes mantêm-se até estarem reunidas as condições de segurança para a reposição da circulação, sendo recomendada a utilização de percursos alternativos.

A GNR apelou à adoção de comportamentos de autoproteção, pedindo à população que siga as indicações das autoridades e evite a aproximação a estruturas instáveis, cabos elétricos caídos ou zonas sinalizadas como perigosas. Recomendou ainda a retirada de bens e animais de áreas suscetíveis a inundações e cuidados acrescidos com trabalhos em altura e sistemas de aquecimento doméstico.

A Cruz Vermelha Portuguesa ativou um dispositivo nacional de resposta, com reforço da sala de operações, disponibilização de ambulâncias, instalação de geradores, distribuição de mais de duas mil lonas e criação de espaços de acolhimento temporário para desalojados, nomeadamente em Leiria e Pombal.

Entretanto, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) ativou o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil na tarde de domingo, após uma reunião extraordinária da Comissão Nacional de Proteção Civil, presidida pela ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral. A decisão foi tomada devido ao agravamento do risco para pessoas e bens nos próximos dias, provocado pela elevada precipitação prevista. A ativação do plano permite reforçar os mecanismos de coordenação a nível nacional e assegurar um fluxo contínuo de informação entre o Governo e todas as entidades envolvidas, sendo os meios acionados de forma gradual e flexível, de acordo com a evolução da situação.

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