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França vive um intenso debate em torno da existência de hotéis e resorts exclusivamente para adultos, conhecidos como child-free, conta o The Guardian.
A questão ganhou destaque depois de a senadora socialista e ex-ministra da Família, Laurence Rossignol, ter defendido que este tipo de estabelecimentos constitui uma forma de intolerância social e deveria ser proibido por lei. "As crianças não são animais de estimação incómodos".
O governo francês já vinha a demonstrar preocupação com a popularização de hotéis e resorts que não aceitam menores de idade. Sarah El Haïry, alta comissária para a Infância, lançou recentemente o prémio Family Choice, que distingue os destinos mais acolhedores para famílias, numa iniciativa que classificou como uma “luta contra a tendência no kids”. Para a responsável, o objetivo é recolocar “as crianças no centro do espaço público” e contrariar a ideia de que não são bem-vindas, seja numa esplanada, seja num restaurante.
Rossignol, porém, considera que estas iniciativas não chegam e exige um debate parlamentar. Para a senadora, os resorts e hotéis apenas para adultos não são meros negócios de nicho, mas antes a institucionalização da rejeição das crianças na vida coletiva.
Embora em países como Espanha, México, Tailândia ou Grécia os hotéis adults-only sejam comuns e populares entre turistas europeus, em França representam apenas 3 a 5% da oferta turística. O país orgulha-se de ter uma tradição fortemente virada para as famílias, com parques aquáticos, clubes infantis e parques de campismo orientados para crianças.
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