Em conferência de imprensa em Tóquio, Takaichi classificou a decisão como "extremamente importante", afirmando que irá "determinar o rumo do Japão juntamente com o povo". A líder, a primeira mulher a chefiar o Governo japonês, está em funções desde outubro e tem registado elevados índices de aprovação pública.
Eleita primeira-ministra pelos deputados a 21 de outubro, Takaichi procura agora um mandato direto dos eleitores para a Câmara dos Representantes, a câmara mais poderosa do sistema político japonês. “Quis perguntar ao povo soberano se Sanae Takaichi é adequada para ser primeira-ministra”, afirmou.
A campanha eleitoral arranca a 27 de janeiro. O Partido Liberal Democrata (LDP), no poder quase ininterruptamente desde 1955, lidera atualmente uma coligação com uma maioria frágil. Apesar da popularidade pessoal de Takaichi, o partido continua atrás nas sondagens, tornando a aposta eleitoral arriscada, numa altura em que o custo de vida é a principal preocupação dos eleitores.
Conhecida como a Dama de Ferro japonesa e protegida do antigo primeiro-ministro Shinzo Abe, Takaichi defende um forte aumento da despesa pública para estimular a economia. O seu Governo aprovou recentemente um orçamento recorde para a defesa, num contexto de crescentes tensões regionais com a China e de reforço da aliança com os Estados Unidos.
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