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De acordo com os dados disponibilizados pelo Pulso Eleitoral, o destaque desta reta final é o crescimento de André Ventura. A última sondagem da Cesop indica que o líder do Chega reúne 24% das intenções de voto. Ventura consolidou o seu eleitorado e atraiu novos apoiantes, aproveitando a fragmentação do campo político, e posiciona-se como alternativa tanto à esquerda como ao centro-direita tradicional.
A corrida estava inicialmente mais dispersa, com cinco candidatos principais, mas Henrique Gouveia e Melo, que liderava várias sondagens, vê agora as suas hipóteses reduzirem-se drasticamente (0,6% de probabilidade de vitória), tal como Luís Marques Mendes (0,8%).
António José Seguro beneficia da consolidação do apoio dentro do Partido Socialista, com os apoios recentes de Carlos César e Inês Sousa Real. A situação representa uma tentativa de unificar o partido, superando divisões internas, e causou desalento no campo de Gouveia e Melo, que esperava capitalizar essas tensões.
João Cotrim de Figueiredo mantém-se na corrida apesar de polémicas recentes, incluindo acusações de assédio sexual e declarações sobre eventual apoio a Ventura numa segunda volta. O candidato da Iniciativa Liberal afirmou ter "força redobrada" para continuar, focando a sua campanha em temas como a saúde, área central no debate político após declarações do primeiro-ministro sobre o SNS.
Luís Marques Mendes, consciente da sua posição frágil, intensificou ataques a Cotrim, chamando-lhe "imaturo" durante uma visita a Fátima. Apesar de não esperar "milagres", Mendes aposta nas últimas 72 horas de campanha para tentar inverter os números desfavoráveis.
Com os percentuais a oscilar entre 19% e 24%, a realização de uma segunda volta é quase certa. O cenário mais provável aponta para um duelo entre Seguro e Ventura, embora Cotrim ainda possa surpreender. A fragmentação atual reflete mudanças profundas no panorama político português, com a esquerda radical, representada por Catarina Martins (5,7%) e António Filipe (5,1%), a manter-se marginalizada nesta corrida.
Nos próximos dias, a capacidade de mobilização de cada candidatura e as declarações finais serão determinantes para definir não apenas quem avança para a segunda volta, mas também a dinâmica dessa disputa.
Uma sondagem, todos os dias
O 24notícias publica uma sondagem diária baseada no Pulso Eleitoral, uma plataforma desenvolvida pela Deployer.pt que combina Inteligência Artificial, modelação preditiva e simulações estatísticas para estimar as probabilidades de vitória nas eleições presidenciais.
Ao contrário das sondagens tradicionais, que captam apenas um instante no tempo, esta ferramenta funciona como um laboratório contínuo de cenários eleitorais: agrega todas as sondagens publicadas em Portugal, pondera a sua fiabilidade com base na recência, dimensão da amostra e histórico de precisão de cada empresa de sondagens, e cruza esses dados com a análise da cobertura mediática dos candidatos. A partir daí, o sistema corre 50.000 simulações diárias do ato eleitoral, introduzindo pequenas variações realistas, como margens de erro, flutuações de abstenção e transferências de votos de última hora.
O resultado não é uma intenção de voto, mas sim uma probabilidade de vitória, ou seja, a percentagem de vezes que cada candidato venceria se as eleições fossem repetidas milhares de vezes nas condições atuais.
Através de Inteligência Artificial avalia diariamente centenas de notícias e transcrições para medir o volume de atenção mediática de cada candidato e o sentimento da cobertura, positivo, negativo ou neutro, ajustando a tendência de cada candidato antes mesmo de isso aparecer nas sondagens.
Como o modelo é sensível à realidade em tempo real, as probabilidades podem mudar de um dia para o outro, refletindo novos acontecimentos políticos ou sondagens divergentes. Esta sondagem diária não recolhe intenções de voto, não faz entrevistas nem expressa opiniões políticas: é um modelo matemático, neutro e independente, concebido para ajudar a interpretar probabilidades, risco e incerteza no debate eleitoral, oferecendo um retrato dinâmico e atualizado do que poderia acontecer se o país fosse hoje às urnas.
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