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O objetivo da iniciativa foi expor a frequência do assédio e dissuadir potenciais agressores. Segundo o inspetor Jon Vale, responsável pelo programa de segurança para mulheres e raparigas da força policial, um inquérito revelou que quase metade das corredoras numa determinada área de Surrey não reporta casos de assédio à polícia.
O teste, com duração de um mês, decorreu em zonas identificadas como pontos críticos de assédio e contou com apoio de unidades especializadas prontas a intervir caso as agentes fossem alvo de abusos. Em alguns casos, os agentes optaram por ações de sensibilização sobre comportamentos anti-sociais em reincidências ou situações mais graves, seguiram para procedimentos criminais.
O inspetor Vale sublinhou que comportamentos como buzinar, fazer gestos ou comentários indesejados podem ter um “enorme impacto na vida quotidiana” e, por vezes, escalar para crimes sexuais mais graves. Uma das agentes envolvidas, PC Abby Hayward, afirmou que a experiência reflete “uma realidade diária para muitas mulheres”.
Segundo o The Guardian, a operação foi inspirada em iniciativas anteriores que colocaram agentes à paisana em bares e zonas de diversão noturna para identificar comportamentos predatórios. Estudos citados pelo jornal mostram que mais de dois terços das mulheres inquiridas no noroeste de Inglaterra já sofreram assédio durante a corrida, muitas não denunciaram por considerar a situação uma “ocorrência quotidiana”.
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