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A plataforma Consenso Imigração saudou esta quarta-feira a operação da Polícia Judiciária que desmantelou uma rede de auxílio à imigração ilegal que explorava centenas de pessoas, mas pediu o respeito das vítimas imigrantes.
O grupo, que reúne antigos altos comissários para a Imigração, investigadores e associações do setor, diz, em comunicado, esperar que a sociedade portuguesa, “ao conhecer esta realidade injusta e indigna, perceba que os imigrantes são tantas vezes vítimas e não culpados”, cabendo ao Estado e sociedade civil a responsabilidade de se unir “no essencial para a proteção dos direitos humanos fundamentais dos mais vulneráveis”.
“Estas redes, com cumplicidades várias como se evidenciou, traficam e exploram pessoas imigrantes indefesas e altamente vulneráveis e geram lucros inimagináveis para os criminosos”, refere a plataforma no comunicado.
Hoje, a PJ, no âmbito de um inquérito do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), desencadeou a operação “Safra Justa”, cumprindo 50 mandados de busca e 17 mandados de detenção em Beja, Portalegre, Figueira da Foz e Porto.
Entre os detidos estão seis civis, entre os 26 e os 60 anos, dez militares da GNR e um agente da PSP, suspeitos de colaborarem com uma organização criminosa que explorava trabalhadores estrangeiros, maioritariamente indocumentados, em propriedades agrícolas.
Os detidos vão começar a ser presentes esta quarta-feira, a partir das 14h00, ao Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das respetivas medidas de coação.
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