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"A Hungria continuará a ter os preços de energia mais baixos. Recebemos uma isenção para os oleodutos da Turquia e Druzhba", declarou Orbán na capital norte-americana à emissora pública M1.
"Este é um acordo geral sem prazo determinado", frisou o primeiro-ministro nacionalista húngaro, admirador confesso do presidente norte-americano.
No início da reunião na Casa Branca, Trump disse estar a analisar a possibilidade de a Hungria continuar a comprar petróleo e gás à Rússia, apesar das sanções a Moscovo.
"Estamos a analisar a situação, [os húngaros] estão a ter dificuldades em obter petróleo e gás de outras regiões", afirmou Trump aos jornalistas.
O líder norte-americano comentou que a Hungria "é um grande país, mas não tem mar, não tem portos e, por isso, enfrenta um problema difícil" para obter fontes de combustíveis noutros locais, por isso "está numa situação diferente" em comparação com outros países europeus, que, sem os citar, mas criticando-os por "continuarem a comprar petróleo e gás à Rússia", apesar das exigências de Washington para que cessem este abastecimento, de forma a pressionar o Kremlin a terminar a guerra na Ucrânia. "Muitos países europeus compram petróleo e gás à Rússia, e já o fazem há anos, e eu pergunto-me: qual é o sentido disto?", questionou.
A Hungria, que se opõe às sanções aplicadas à Rússia desde o início da invasão da Ucrânia e que mantém boas relações com Moscovo, é altamente dependente das importações de gás e de petróleo bruto russo, à qual adquire 85% e 65%, respetivamente, do seu consumo.
Embora Orbán seja um aliado, o presidente norte-americano tinha indicado anteriormente que não ia conceder à Hungria um tratamento preferencial nas sanções recentemente impostas às petrolíferas russas Rosneft e Lukoil.
O primeiro-ministro húngaro defendeu que a Hungria e os Estados Unidos são os únicos que procuram a paz na Ucrânia. "Todos os outros governos preferem continuar a guerra, porque muitos deles pensam que a Ucrânia pode ganhar na linha da frente, o que é uma incompreensão da situação", criticou Orbán.
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