Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
Rei Carlos III presidiu dois minutos de silêncio às 11h00 no Cenotaph, em Londres, em memória de todos os que morreram em conflitos. A cerimónia contou com a presença doPríncipe William, o Duque de Edimburgo, Príncipe Eduardo, a Rainha Consorte Camilla, a Princesa de Gales, Catherine, e o Príncipe George.
O evento central incluiu a colocação de coroas de flores no Cenotaph, primeiro pelo Rei e depois pelos restantes membros da realeza e líderes políticos, seguido pelo tradicional March Past, com cerca de 10.000 veteranos em representação de mais de 300 organizações civis e militares, incluindo alguns dos últimos veteranos da Segunda Guerra Mundial.
Durante a cerimónia, o Primeiro-Ministro Starmer destacou a importância de recordar o sacrifício das gerações passadas: referiu que “neste Remembrance Sunday, fazemos uma pausa como nação para honrar todos aqueles que serviram o nosso país”, lembrando a coragem das forças armadas britânicas e sublinhando que “o seu legado é a paz, e o nosso dever é protegê-la”. Acrescentou ainda que é responsabilidade do governo apoiar os veteranos e as suas famílias, garantindo que o serviço prestado nunca seja esquecido.
A Secretária de Cultura, Lisa Nandy, reforçou a reflexão sobre os 80 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, lembrando que “neste Remembrance Sunday, reunimo-nos novamente para refletir e honrar os sacrifícios das nossas Forças Armadas, passadas e presentes”, destacando que a gratidão coletiva àqueles que serviram deve permanecer viva em cada comunidade.
Numa Europa em guerra, o Ministro da Defesa, John Healey, sublinhou a dimensão contemporânea do serviço militar: “prestamos tributo àqueles que fizeram o sacrifício final em defesa do nosso país e reconhecemos a dedicação dos que servem nas nossas Forças Armadas hoje, para salvaguardar a paz que todos herdámos”. Já o Chefe do Estado-Maior da Defesa, Richard Knighton, afirmou que o Remembrance Sunday é tanto um momento nacional de reflexão como uma oportunidade para atos pessoais de lembrança, destacando que “do Cenotaph em Londres aos memoriais em cidades e vilas de todo o Reino Unido, e onde quer que as nossas Forças Armadas sirvam no mundo, fazemos uma pausa para lembrar a sua coragem, o seu sacrifício e o seu legado duradouro”.
Para os veteranos presentes, a cerimónia foi profundamente pessoal. Donald Poole, de 101 anos, veterano do Royal Army Ordnance Corps, destacou, à BBC, a sua gratidão: “É uma grande honra poder prestar homenagem às almas pobres que morreram em todos os conflitos, e sei como sou sortudo por ainda estar aqui graças a todos os que lutaram e serviram, no passado e no presente”. Acrescentou uma memória especial para os serviços civis durante a Segunda Guerra Mundial, referindo-se ao Serviço de Bombeiros, “muitos perderam as suas próprias vidas para salvar tantas outras durante o Blitz”.
A cerimónia do Cenotaph foi precedida pelo Festival of Remembrance, realizado no Royal Albert Hall na noite anterior, onde estiveram presentes o Rei, a Rainha Consorte, a Princesa de Gales e o Príncipe George, que acompanhou os pais durante todo o evento.
Além de Londres, serviços similares ocorreram em Edimburgo, Belfast e Cardiff, com líderes políticos locais e milhares de cidadãos reunidos para depositar coroas de flores, observar o silêncio e participar em serviços religiosos e civis. A cerimónia também teve eco internacional: o Príncipe Harry participou em Toronto, no Canadá, em eventos de apoio a veteranos e à comunidade militar, incluindo almoços privados, jantares de angariação de fundos e reuniões com veteranos mais antigos, reforçando a ligação contínua da família real britânica com a comunidade militar global.
Porque é que existe o dia da Memória?
Todos os anos, pessoas em todo o Reino Unido unem-se para recordar aqueles que morreram em guerras ao longo da história. O Remembrance Day, ou Dia da Lembrança, assinala o fim da Primeira Guerra Mundial, que terminou às 11 horas do dia 11 de novembro de 1918, marcando o início do armistício.
Como começou?
Em 1919, o rei George V pediu à população britânica que observasse um momento de silêncio às 11 horas, em memória do momento em que “as armas caíram silenciosas”, dando origem ao que ficou conhecido como Dia do Armistício. Com o tempo, esta data passou a lembrar não apenas a Primeira Guerra Mundial, mas todos os que perderam a vida em conflitos desde então.
Porquê hoje?
O segundo domingo de novembro é conhecido como Remembrance Sunday. Em 2025, marca também os 80 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. As cerimónias incluem a colocação de coroas de flores no Cenotaph, em Whitehall, Londres, pelo rei Carlos III, como chefe das Forças Armadas. Durante a cerimónia, é cumprido um momento de silêncio de dois minutos.
Porque é que a papoila é o símbolo?
Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos locais em França e Bélgica foram devastados, mas as delicadas papoilas vermelhas foram uma das primeiras plantas a reaparecer, tornando-se símbolo de perda, sacrifício e esperança. Hoje, papoilas de papel são vendidas para arrecadar fundos de apoio às Forças Armadas, veteranos e suas famílias.
O que é o Cenopath onde se celebra o dia da memória?
O Cenotaph – ou “túmulo vazio”, do grego – tem sido o foco da memória nacional britânica. Originalmente um monumento temporário projetado por Edwin Lutyens em 1919, o Cenotaph em Whitehall foi substituído por um memorial permanente em pedra de Portland, inaugurado no Dia da Armistício, a 11 de novembro de 1920. O memorial tornou-se um ponto central de memória para todos aqueles cujos familiares e amigos morreram na Primeira Guerra Mundial sem ter uma sepultura conhecida.
Atualmente sob a gestão do English Heritage, o Cenotaph é o local do Serviço Nacional de Lembrança e realiza todos os anos em novembro esta cerimónia que homenageia a contribuição de todos os militares e civis britânicos e da Commonwealth, que participaram nas duas Guerras Mundiais e em conflitos posteriores.
_
A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil
Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.
Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.
Comentários