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Em 2025, a Colossal anunciou ter “ressuscitado” o lobo-terrível através de alterações genéticas em lobos-cinzentos, bem como progressos rumo ao mamute, incluindo a criação de “ratos lanosos”. Ben Lamm defende, ao The Guardian, que a empresa já começou a cumprir promessas ambiciosas e que estas iniciativas ajudam a despertar interesse público pela conservação da biodiversidade.

No entanto, muitos cientistas rejeitam a ideia de que isto seja verdadeira “desextinção”. Especialistas sublinham que os animais criados pela Colossal não são espécies extintas ressuscitadas, mas sim versões geneticamente modificadas de espécies atuais. A própria cientista-chefe da empresa, Beth Shapiro, reconhece que é impossível recriar um organismo idêntico a uma espécie extinta.

Críticos como Nic Rawlence, da Universidade de Otago, afirmam que a extinção é definitiva e que a Colossal está a vender “cópias pobres” como se fossem o original, alimentando desinformação e minando a confiança na ciência. Outros investigadores alertam que o exagero mediático pode prejudicar a credibilidade da conservação científica.

Apesar disso, a empresa continua a avançar e planeia apresentar, nos próximos anos, a sua versão do mamute: um elefante-asiático geneticamente modificado para resistir ao frio extremo e exibir características inspiradas no ADN de mamutes. Lamm desvaloriza a discussão semântica e argumenta que, se estas criações ajudarem a sensibilizar o público para a perda de biodiversidade e as alterações climáticas, então o objectivo está cumprido.

Mesmo os críticos mais duros reconhecem que a edição genética pode ser útil para salvar espécies vivas em risco, por exemplo ao reintroduzir diversidade genética em populações muito endogâmicas. Ainda assim, sublinham que estas tecnologias nunca substituirão o trabalho tradicional e “pouco glamoroso” da conservação: proteger habitats, controlar ameaças e restaurar ecossistemas.

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