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Nascido em 1932, na Praia da Vitória, ilha Terceira, nos Açores, Rodrigo Leal de Carvalho licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, em 1956, ingressando de seguida na magistratura. Iniciou a carreira como delegado-interino na ilha do Pico e, em 1959, seguiu para Macau, onde viveu grande parte da sua vida, com passagens por Lisboa e pelas então colónias da Guiné, Angola e Moçambique.

Após a Revolução de 25 de Abril, regressou a Macau em 1976, como Procurador da República. Em 1995, foi nomeado juiz conselheiro do STJ e, no ano seguinte, presidiu à comissão responsável pela organização das últimas eleições para a Assembleia Legislativa de Macau sob administração portuguesa. Ainda em 1996, assumiu a presidência do Tribunal de Contas de Macau, cargo que ocupou até às vésperas da transferência da administração da região para a China, em 1999. Em 1998, foi distinguido com a Medalha de Valor, por decisão do então Presidente da República, Jorge Sampaio.

Foi também em Macau que se estreou como romancista, em 1993, com "Requiem por Irina Ostrakoff", obra distinguida no ano seguinte com o prémio do Instituto Português do Oriente e posteriormente traduzida para chinês (1999) e búlgaro (2002). Seguiram-se os romances "Os Construtores do Império (1994)", "A IV Cruzada "(1996), "Ao Serviço de Sua Majestade" (1996) e "O Senhor Conde e as suas Três Mulheres" (1999).

Já de volta a Portugal, continuou a escrever sobre a região chinesa, nomeadamente em "A Mãe" (2000), obra centrada na vida de Natasha Korbachenko, refugiada em Macau após a revolução bolchevista e o pós-guerra do Pacífico. Publicou ainda "O Romance de Yolanda" (2005) e "As Rosas Brancas de Surrey" (2007), romance ambientado no período da Revolução Cultural em Macau, integrado numa parceria editorial assinalando os cinco anos da transição da administração do território.

No comunicado, o STJ sublinhou que, “com a recriação de ambientes e experiências vividas em mais de 30 anos no território, Rodrigo Leal de Carvalho afirmou-se como um escritor das memórias da cidade de Macau e do universo do funcionalismo português nas colónias ultramarinas das décadas de 1950 e 1960, sempre enquadradas na conjuntura mundial do século XX”.

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