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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, reagiu esta noite aos resultados eleitorais a partir do Porto, elogiando a participação dos portugueses e destacando a maturidade cívica demonstrada, mesmo nas regiões mais afetadas por dificuldades e pelas condições meteorológicas adversas.

Montenegro agradeceu ainda o papel dos autarcas, sublinhando o contributo dado para garantir que o processo eleitoral decorresse com normalidade em todo o país.

O chefe do Governo dirigiu uma palavra de felicitação a António José Seguro, com quem afirmou já ter falado, assim como a André Ventura, a quem também se referiu como candidato vencido. Ao Presidente eleito, garantiu total disponibilidade para trabalhar em prol do futuro de Portugal, com espírito de convergência e cooperação.

O primeiro-ministro afirmou acreditar que a colaboração e a “parceria” com António José Seguro serão a nota dominante nos próximos anos, permitindo garantir estabilidade política, económica e social num período que classificou como “três anos e meio sem eleições nacionais”.

Segundo Montenegro, este quadro de estabilidade poderá criar condições para a execução do programa do Governo, contribuindo para a resolução de vários problemas que afetam os portugueses, desde o acesso à saúde pública até à educação.

O líder do Executivo reafirmou ainda a intenção de avançar com a reforma do Estado, com o objetivo de tornar os serviços mais rápidos e eficientes, e de deixar às próximas gerações um território cuidado e ambientalmente sustentável.

Referindo-se ao próximo ciclo político, sublinhou que os próximos três anos e meio devem ser um tempo de cumprimento dos compromissos assumidos com os eleitores, lembrando que todos os órgãos de soberania estão legitimados — do Governo, que foi duas vezes a votos, ao Presidente da República e ao Parlamento.

Nesse contexto, defendeu que os portugueses terão representação e esperança na resolução dos seus problemas, destacando que Governo e Presidente deverão atuar como “parceiros” ao serviço do país.

Sobre a relação com o Chega, Montenegro garantiu que “nada mudou com esta eleição presidencial”. O primeiro-ministro explicou que o Governo continuará a governar e a cooperar de forma positiva e construtiva com a Presidência da República, tal como fez com Marcelo Rebelo de Sousa. “Não é a origem partidária dos percursos que marcam o exercício do seu magistério e não será dessa perspetiva que o Governo olhará para o mandato do novo PR”, afirmou.

Montenegro acrescentou que, pelo que conhece de Seguro, “não será difícil” estabelecer uma relação de cooperação, respeitando as competências constitucionais e as posições políticas de cada um. Acredita que será possível encontrar plataformas para aproximar posições e contribuir para que na Assembleia da República se encontre esforço conjunto de todos os partidos, “em particular os que têm uma representação que pode desequilibrar as votações mais importantes”.

Quanto aos orçamentos, sublinhou que, para que um OE não seja aprovado, seria necessário que PS e Chega votassem contra. O Governo tentará que tal não aconteça e, se não conseguir convencer ambos, espera pelo menos convencer um. “Nada mudou com esta eleição presidencial”, reforçou.

Respondendo a perguntas sobre possíveis contagens adicionais, nomeadamente sobre se Ventura teria mais votos do que a AD, Montenegro afirmou que não está à espera de nenhuma outra contagem. Lembrou que a população votou no seu Governo e que “os portugueses não querem sequer que se estabeleça uma discussão sobre saber se o Governo é de esquerda, é de direita… é de Portugal, do país”. A liderança, recordou, é do atual primeiro-ministro e da AD, que venceu de forma “inequívoca”.

O primeiro-ministro frisou ainda que este ano se confirmou a boa trajetória da economia, com rendimentos portugueses a subir acima da média europeia e salários em queda. Para reforçar esta tendência, destacou ser necessário manter uma fiscalidade mais amiga do trabalho e das empresas, uma legislação laboral mais flexível e um Estado mais eficiente.

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