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As tradicionais lareiras abertas, ainda comuns em muitas habitações, são as menos eficientes. A maior parte do calor gerado perde-se pela chaminé, o que se traduz num consumo elevado de lenha e num aquecimento pouco eficaz.

Em contrapartida, a Deco Proteste apresenta soluções mais modernas, como os recuperadores de calor ou as salamandras fechadas, que conseguem aproveitar melhor a energia libertada pela combustão, garantindo maior conforto térmico e menor desperdício. Estes equipamentos têm também a vantagem de emitir menos partículas nocivas para o interior da divisão e funcionam sem necessidade de eletricidade, o que os torna mais práticos e seguros.

A escolha do sistema deve, no entanto, ter em conta as características da habitação e a área a aquecer. Um equipamento demasiado potente pode gerar calor em excesso e consumir mais lenha do que o necessário, enquanto um modelo insuficiente deixa o espaço frio e desconfortável. Ainda assim, quando bem dimensionada e mantida, uma lareira a lenha pode ser uma alternativa económica face à eletricidade ou ao gás, sobretudo em regiões onde o acesso à lenha é fácil e barato.

Em comparação com as lareiras a pellets (pequenos cilindros de biocombustível sólido), as diferenças são sobretudo práticas. Ambas garantem bom aquecimento, mas as lareiras a lenha têm a vantagem de funcionar mesmo em caso de falha elétrica e de poderem recorrer a combustível disponível gratuitamente em algumas zonas. Por outro lado, exigem mais espaço para armazenamento e uma limpeza regular, já que produzem mais sujidade. Os sistemas a pellets são mais limpos e automatizados, mas dependem da eletricidade e de um combustível processado industrialmente, o que pode aumentar o custo e reduzir a autonomia.

Quem já possui uma lareira aberta pode melhorar o desempenho com algumas adaptações simples. A instalação de um recuperador de calor é uma das soluções mais eficazes. Também é importante utilizar lenha seca, bem armazenada e, sempre que possível, de origem certificada, para evitar a queima de madeira tratada ou proveniente de desflorestações ilegais. A limpeza regular da chaminé e do interior da lareira é essencial para evitar obstruções e garantir a segurança do equipamento.

Até as cinzas resultantes da combustão podem ter utilidade. Um método caseiro e ecológico para limpar o vidro do recuperador consiste em usar jornal humedecido passado nas cinzas frias, esfregando depois o vidro até remover a sujidade. Um pano húmido e um toque final com jornal seco deixam o vidro limpo e polido, pronto para mais uma utilização.

Apesar da tradição de recolher pinhas ou galhos para acender o fogo, é importante lembrar que a lei portuguesa proíbe apanhar lenha, ramos ou outros materiais combustíveis em terrenos públicos ou privados sem autorização. Mesmo em pequenas quantidades, esta prática pode configurar crime de furto, considerado semipúblico, o que significa que o processo só avança se houver queixa do proprietário. Ainda que recolhas de valor irrelevante possam não ser tratadas judicialmente, o melhor é evitá-las para prevenir conflitos legais.

As lareiras a lenha continuam, portanto, a conjugar funcionalidade, economia e tradição. Com o equipamento certo, uma boa manutenção e uma utilização responsável, é possível desfrutar do conforto do fogo de inverno sem comprometer a eficiência energética nem o ambiente.

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