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John Williams considera-a frequentemente “efémera” e “fragmentada”, defendendo que a ideia de lhe dar o mesmo estatuto que a música de concerto é um equívoco, esta é uma das revelações que faz na sua biografia a que o The Guardian teve acesso antecipado.
Apesar desta visão autocrítica, John Williams é o artista vivo com mais nomeações aos Óscares (54) e vencedor de cinco Óscares, reconhecido por ter elevado a música de cinema a um patamar artístico inédito. Ainda assim, descreveu o seu trabalho em Hollywood como “apenas um emprego”, embora tenha levado a tarefa com enorme seriedade e tenha tido uma colaboração muito especial com Steven Spielberg, que considera mais sensível à música do que a maioria dos realizadores.
Além do cinema, John Williams compôs dezenas de obras para concerto e foi diretor da Boston Pops Orchestra, conquistando respeito no meio clássico. Agora, autorizou um novo espetáculo intitulado John Williams Reimagined, com arranjos para piano, flauta e violoncelo de algumas das suas partituras mais célebres, que será apresentado em Londres, a 27 de outubro, acompanhado do lançamento de um álbum.
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