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Com duração prevista de três anos (2025-2028) e financiamento do programa EU4Health, o projeto vai reforçar a qualidade, comparabilidade e atualização dos registos oncológicos de base populacional em toda a Europa. Os dados recolhidos vão alimentar o Sistema Europeu de Informação sobre Cancro (ECIS), considerado uma ferramenta central do Plano Europeu de Combate ao Cancro e do Registo Europeu de Desigualdades em Cancro.

Segundo o IPO Lisboa, a Unidade de Investigação em Epidemiologia, responsável pelo Registo Oncológico Regional Sul (ROR SUL), terá intervenção direta em dois dos sete grupos de trabalho: um dedicado à qualidade e disponibilidade dos dados, e outro centrado na melhoria dos indicadores da doença oncológica. Está ainda prevista a colaboração em áreas relacionadas com metadados e definição de indicadores de sobrevivência, prevalência e outros parâmetros epidemiológicos.

Entre as metas do projeto estão o reforço do apoio técnico aos registos regionais e nacionais, a criação de ferramentas de recolha automatizada de dados através de algoritmos, e a uniformização de metodologias e indicadores.

“Trata-se de um projeto ambicioso, que pode melhorar substancialmente a informação que temos sobre o cancro, permitindo futuramente uma melhor definição de políticas de saúde com impacto na vida dos cidadãos”, sublinha António Lourenço, coordenador da Unidade de Investigação em Epidemiologia do IPO Lisboa e responsável pelo ROR SUL.

Em Portugal, os registos hospitalares de cancro começaram a ser criados nos anos 1970. O primeiro na região Sul foi lançado no IPO de Lisboa, em 1978, pelo professor Edward Limbert. Dez anos depois, surgiram os registos oncológicos regionais de Lisboa, Porto e Coimbra, nos respetivos centros do Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil.

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