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O Hamas divulgou este sábado um vídeo, gravado a 27 de julho de 2025, do refém Evyatar David. Muito magro, é um jovem de 24 anos que gravou um vídeo em que se queixa da fome que tem sentido num túnel do grupo islâmico, assim como cava a sua própria sepultura.
O refém que está na Faixa de Gaza desde o dia 7 de outubro de 2023 relata que “não tem comida suficiente” e que “raramente” bebe água. “Não como comida suficiente. Estou em má forma física. Estou muito magro. Não há nada para comer”, refere.
“Não há nada para comer. Não há carne, frango, peixe. Quase não temos pão. Eu apenas como algumas lentilhas e feijão”, descreveu Evyatar David, que mostrou um calendário onde aponta os dias em que come.
Durante o vídeo, o rapaz de 24 anos recebe uma lata com comida. “Esta lata é para dois dias, apenas para me manter vivo”.
O vídeo aponta também críticas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a dizer que “se sente abandonado” pelo país. “Sinto que fui abandonado”, repetiu.
No final do vídeo, Evyatar David cava a sua própria sepultura. “Sinto-me cada vez mais fraco. É aqui que penso que vou ser enterrado”, diz o refém, que tem uma pá nas mãos. “O tempo está esgotar-se. São os únicos que podem acabar com isso”, apelou.
Num comunicado, na imprensa israelita, a família do refém anunciou que permitiu a divulgação do vídeo nos meios de comunicação sociais. “Somos forçados a testemunhar o nosso querido filho e irmão deliberada e cinicamente esfomeado nos túneis do Hamas em Gaza — um esqueleto vivo, enterrado vivo.”
A família critica o Hamas por usá-lo “como uma experiência numa vil campanha de fome”. “Esta fome deliberada é parte de uma campanha de propaganda, um dos atos mais horríveis que o mundo já viu. Ele está sem comida apenas para servir a propaganda do Hamas”, lamentaram os familiares.
A família apela ainda à comunidade internacional para se “opor à crueldade do Hamas e garantir” que Evyatar David recebe comida. “A fome deliberada, a tortura e o abuso de Evyatar para propósitos de propaganda viola os princípios mais baixos do Direito Humanitário.”
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