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Segundo o jornal La Nacion, a votação geral terminou com 46 votos a favor, 25 contra e uma abstenção, da senadora Alejandra Vigo (Provincias Unidas, Córdoba). Apesar de algumas dúvidas sobre artigos polémicos, o governo conseguiu aprovar os pontos mais controversos sem alterações significativas ao texto já aprovado pela Câmara de Deputados.

Pela primeira vez desde a chegada de Milei à presidência, o peronismo (movimento fundado ex-presidente da Argentina Juan Domingo Perón) votou dividido na câmara alta. Três senadores do bloco Convicción Federal apoiaram o orçamento, contrariando a maioria kirchnerista (Denominada como uma corrente da esquerda derivada do peronismo associada aos ex-presidentes Néstor Kirchner e à sua mulher Cristina Fernández de Kirchner) e mostrando sinais de perda de influência de Cristina Kirchner no Congresso.

A líder do Liberdade Avança, partido do Governo, Patricia Bullrich, defendeu o orçamento como um passo essencial para o equilíbrio fiscal, afirmando que “o déficit zero não se negocia” e que o projeto não promete o que não se pode cumprir. Patricia Bullrich destacou ainda que a inflação, quando a administração Milei assumiu em dezembro de 2023, atingia 200%, prejudicando salários e pensões.

Alguns partidos de oposição manifestaram apoio condicionado, sublinhando a necessidade de cumprimento efetivo das medidas e alertando para a falta de empatia social em cortes de despesas. Senadores ligados a governos provinciais elogiaram a responsabilidade institucional de apoiar o projeto, mas destacaram que isso não equivale a “um cheque em branco”. Por sua vez, o chefe da bancada kirchnerista, José Mayans, criticou o ritmo acelerado da aprovação e considerou o aumento do endividamento previsto “brutal”.

O orçamento argentino para 2026 prevê despesas de 148 biliões de pesos (Mais de sete mil milhões de euros), praticamente igual aos recursos estimados, de 148,2 biliões, o que garante um pequeno excedente. Mesmo após pagar os juros da dívida, o governo espera manter um superávit de 0,3% do PIB, enquanto o superávit primário, que exclui os juros, deve atingir 1,2%.

A economia deverá crescer 5%, enquanto a inflação anual é projetada em 10,1%. O dólar deverá valer cerca de 1.423 pesos no final do ano. Quanto ao comércio internacional, o governo estima que as exportações cresçam 10,6% e as importações 11%, o que indica uma atividade económica mais intensa, mas com ligeiro aumento do défice comercial.

Entre os pontos mais polémicos esteve o artigo 30, que elimina os valores mínimos de investimento em ciência e tecnologia, e a lei da "Inocência Fiscal", que flexibiliza regras de evasão fiscal, apelidado de “dólares debaixo do colchão”.

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