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De acordo com a CNN Internacional, os afetados terão apenas duas opções: aceitar uma compensação única em dinheiro, semelhante à que é oferecida a recrutas com menos tempo de serviço, ou serem separados involuntariamente das forças armadas sem quaisquer benefícios de reforma.
Um porta-voz da Força Aérea disse à Associated Press que, embora tenha sido inicialmente permitido que os militares com entre 15 e 18 anos de serviço solicitassem exceções à política, nenhum dos pedidos foi aprovado. O mesmo responsável, sob anonimato, indicou que cerca de uma dúzia de militares foram notificados, de forma prematura, de que poderiam reformar-se – antes de essa decisão ter sido revertida.
A CNN Internacional refere ainda que todos os militares transgénero da Força Aérea estão a ser afastados ao abrigo das políticas implementadas durante a administração Trump, agora reativadas.
Um memorando interno, datado de segunda-feira e consultado pela Associated Press, justifica a decisão de negar os benefícios com base em “análise cuidadosa das candidaturas individuais”.
Esta mudança surge após o Supremo Tribunal dos EUA ter autorizado, em maio, o Pentágono a avançar com a proibição total da presença de pessoas transgénero nas forças armadas. Dias depois, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, anunciou que os militares trans em funções poderiam optar por sair voluntariamente com uma compensação única elevada ou, em alternativa, serem dispensados posteriormente sem qualquer compensação adicional.
Na altura, um responsável do Pentágono afirmou que a política visava tratar “todos os afetados com dignidade e respeito”.
No entanto, segundo a CNN Internacional, vários militares transgénero afirmaram, em declarações ao portal Military.com, que o processo de separação tem sido vivido como “desumanizante” ou mesmo como “crueldade aberta”, sobretudo devido à exigência de reverter os seus registos militares para o género atribuído à nascença.
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