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Bessent revelou que o acordo foi alcançado em Madrid e que os detalhes finais serão formalizados pelos líderes Donald Trump e Xi Jinping, numa reunião marcada para quinta-feira na Coreia, avança o The Guardian.
Bessent não divulgou informações específicas sobre a transação, mas indicou que o acordo faz parte de um quadro mais amplo de um potencial acordo comercial entre os dois países, que será discutido na reunião dos líderes. O secretário do Tesouro esclareceu que não participou na negociação comercial direta, mas que o seu papel foi conseguir a aprovação chinesa para a transação, objetivo que considera alcançado.
O acordo segue-se a um executive order assinado por Trump em 25 de setembro, que permite a transferência de propriedade para investidores norte-americanos, garantindo a maioria do controlo nos EUA. Entre os investidores norte-americanos mencionados estão os empresários conservadores Rupert Murdoch e Larry Ellison, com especulações sobre a participação de Barron Trump, filho do presidente, como possível membro do conselho de administração.
O TikTok esteve ameaçado de proibição nos EUA desde 2020, quando Trump reagiu à gestão chinesa da Covid-19. Uma lei aprovada pelo Congresso em 2024 previa o bloqueio da aplicação a partir de janeiro de 2025, mas a implementação foi adiada várias vezes enquanto se negociava a transferência de propriedade.
O negócio está avaliado em cerca de 14 mil milhões de dólares, com investidores norte-americanos e internacionais a deter aproximadamente 65% da empresa, enquanto a ByteDance e investidores chineses manterão menos de 20%. O acordo prevê que os novos investidores controlem o algoritmo da aplicação e ocupem seis dos sete lugares do conselho de administração.
Durante a sua viagem à Ásia, Trump participou num cume da ASEAN na Malásia, incluindo um encontro presencial esperado com Xi Jinping, onde deverão discutir compras de soja e produtos agrícolas dos EUA, balanço comercial e a crise do fentanil, que motivou a aplicação de tarifas de 20% sobre importações chinesas.
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