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Com efeitos imediatos, a revogação coloca um ponto final nas normas de emissões de gases de efeito estufa para todos os veículos de 2012 a 2027 e abre caminho à anulação de outras regulamentações ambientais, incluindo limites às emissões de centrais elétricas.

“Estamos a colocar oficialmente um fim à “constatação de perigo”, declarou o líder republicano a partir da Casa Branca, confirmando a eliminação do instrumento adotado durante a presidência de Barack Obama pela Agência de Proteção Ambiental (EPA).

A administração Trump defende que a revogação permitirá reduzir custos para os consumidores, nomeadamente através da descida do preço dos automóveis novos.

A decisão tem gerado várias críticas entre grupos ambientais, especialistas e a própria Organização das Nações Unidas (ONU), que consideram a medida contrária ao consenso científico, avança a AFP.

Para o chefe do Clima da ONU, Simon Stiell, é preciso uma “união” perante “uma ameaça sem precedentes”. Para Manish Bapna, presidente de uma organização ambiental nos EUA, esta decisão constitui “o maior ataque da história dos EUA contra os esforços federais para enfrentar a crise climática”.

A medida deverá ser rapidamente contestada nos tribunais, antecipando-se uma batalha judicial prolongada que poderá chegar ao Supremo Tribunal.

Em vigor desde 2009, o texto foi aprovado pela presidência de Barack Obama. O antigo presidente dos EUA reagiu à medida e mostrou o seu descontentamento perante a decisão de Trump.

Nas redes sociais, Obama escreveu que "sem ela, estaremos menos seguros, menos saudáveis ​​e menos capazes de combater as mudanças climáticas — tudo para que a indústria de combustíveis fósseis possa lucrar ainda mais".

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