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O suspeito, Richard Bilodeau, de 63 anos, residente em Center Moriches, em Long Island (Nova Iorque), foi formalmente acusado do assassinato de Theresa Fusco, de 16 anos, desaparecida em novembro de 1984, após sair do trabalho num ringue de patinagem a cerca de 50 quilómetros de Manhattan.

O corpo da jovem foi encontrado semanas depois, enterrado sob folhas numa zona arborizada próxima do local onde trabalhava. Na altura, três homens foram condenados injustamente pelo crime e cumpriram 17 anos de prisão, antes de serem exonerados por provas de ADN em 2003. Dois deles chegaram a receber 18 milhões de dólares cada, como compensação por prisão indevida.

De acordo com o Departamento de Justiça do Condado de Nassau, o ADN que levou à prisão de Bilodeau foi recolhido em fevereiro de 2024, quando investigadores obtiveram um copo e uma palhinha usados pelo suspeito num café de batidos. As amostras coincidiam com o material genético recolhido no corpo de Theresa Fusco em 1984.

Bilodeau, que tinha 23 anos na altura do crime e vivia a menos de dois quilómetros do ringue, declarou-se inocente no tribunal do condado de Nassau, no Mineola, no passado dia 15 de outubro, sendo colocado em prisão preventiva.

Durante a audiência, o procurador-assistente Jared Rosenblatt revelou que, ao ser confrontado com a prova genética, o homem respondeu: “Sim, naquela altura as pessoas safavam-se de homicídios.” O procurador reagiu: “Estamos em 2025 — o dia de acerto de contas chegou.”

O pai da vítima, Thomas Fusco, disse aos jornalistas que o caso tem sido “devastador” para a família: “É doloroso reviver a morte da minha filha vezes sem conta. Eu amava-a e tenho muitas saudades. Nunca perdi a esperança.”

Se for condenado, Richard Bilodeau poderá enfrentar uma pena de 25 anos a prisão perpétua.

Theresa Fusco foi uma de três adolescentes desaparecidas na mesma região durante os anos 1980. Uma delas, Kelly Morrissey, de 15 anos — amiga da vítima —, desapareceu meses antes e nunca foi encontrada. Outra, Jacqueline Martarella, de 19, foi descoberta morta num campo de golfe em 1985.

Segundo a Sky News, o caso reaberto demonstra como os avanços na tecnologia de ADN continuam a resolver crimes antigos e a corrigir erros judiciais cometidos há décadas.

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