Entre os últimos executados estão dois cidadãos paquistaneses condenados por crimes relacionados com drogas. Ao longo do ano, foram também executados um jornalista, dois jovens que eram menores na altura dos alegados crimes ligados a protestos e cinco mulheres.

Segundo o Reprieve, cerca de dois terços das execuções foram motivadas por crimes de droga não letais, considerados pela ONU incompatíveis com normas e padrões internacionais. Mais de metade das pessoas executadas eram estrangeiras, vítimas de uma alegada "guerra às drogas" levada a cabo pelas autoridades sauditas.

Jeed Basyouni, responsável do Reprieve pelo Médio Oriente e Norte de África, afirmou que o país atua com “total impunidade” e que a situação faz “uma espécie de troça ao sistema de direitos humanos”. Ela descreveu a tortura e confissões forçadas como práticas “endémicas” no sistema judicial saudita.

O grupo considera o aumento das execuções um “expurgo brutal e arbitrário”, em que pessoas inocentes e marginalizadas da sociedade têm sido atingidas, levantando fortes críticas internacionais ao respeito pelos direitos humanos no reino.