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Em entrevista ao canal Fox News, o ator explicou que decidiu integrar a força depois de partilhar um vídeo de recrutamento do ICE nas redes sociais.
“Sou efetivamente um agente da polícia na reserva. Não fazia parte do ICE, mas depois de partilhar o vídeo e de falarem disso no vosso programa, houve uma enorme reação. Falei com responsáveis do ICE e vou tornar-me agente o mais rapidamente possível”, disse.
Conservador assumido, Cain justificou a decisão como um apelo ao patriotismo:“Este país foi construído por patriotas que fizeram o que era certo, mesmo quando isso não era popular. Acredito sinceramente que isto é o certo".
O ator defendeu que o sistema de imigração dos EUA está “partido” e precisa de uma reforma por parte do Congresso. Até lá, diz que Trump está a cumprir o que prometeu aos eleitores.
“Foi nisto que as pessoas votaram, e eu também. Vou fazer a minha parte para garantir que se concretiza".
A adesão de Cain ao ICE acontece numa altura em que a administração Trump intensifica a repressão à imigração, com centenas de detenções a ocorrer diariamente.
Segundo uma análise da CNN a dados da agência, os padrões de atuação do ICE variam significativamente entre estados republicanos e democratas.
Nos estados que votaram em Trump, os agentes tendem a deter imigrantes diretamente nas prisões. Já nos estados democratas, como a Califórnia, muitas detenções ocorrem em locais de trabalho, na via pública ou em operações em massa — métodos que têm gerado protestos e controvérsia. A maioria dos detidos nestas ações não tem registo criminal.
Ainda de acordo com a análise, o ICE efetua mais detenções nos chamados red states (estados republicanos), tanto na comunidade como, sobretudo, em estabelecimentos prisionais.
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