Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

André Ventura começou o seu discurso a divulgar que já transmitiu "as felicitações pela vitória eleitoral e também os votos de um grande mandato" a António José Seguro.

"Independentemente de termos sido adversários nesta segunda volta, o sucesso de António José Seguro à frente de Portugal será o sucesso de todos", afirmou.

Além disso, Ventura falou "com o atual presidente da República", Marcelo Rebelo de Sousa, que terá transmitido "também a felicitação pelo resultado" do líder do Chega.

"Aos dois desejei uma transição de poder em Portugal que permitisse a consolidação da nossa democracia e, sobretudo, um caminho que acho que todos querem, de desenvolvimento e de prosperidade", notou André Ventura.

De seguida, Ventura enalteceu o trabalho realizado nas últimas semanas. "Terminamos esta campanha a lutar contra todo o sistema político português. Acho que é justo dizer que liderámos, de forma clara, com uma vitória na primeira volta todo o espaço não socialista em Portugal. Conseguimos mobilizar uma parte do país contra um sistema de 50 anos montado de bipartidarismo que se verificou nesta segunda volta ainda mais intenso e ainda mais feroz e conseguimos dizer aos portugueses que talvez pela primeira vez em 50 anos havia uma alternativa que não era do espaço do PS e do espaço do PSD".

"Lideramos a direita, vamos liderar a direita em Portugal. Entrámos nestas eleições com o objetivo de vencer. É sempre assim que fazemos neste partido e é sempre assim que fazemos neste movimento", garantiu.

Mas admitiu a derrota. "Não vencemos. Não vencemos e isso deve significar, como sempre foi, o reconhecer que temos que fazer mais e que temos que trabalhar mais para convencer todos de que a mudança faz falta. Mas mesmo não vencendo, mesmo não vencendo, este movimento, este partido, esta força, teve o seu melhor resultado de sempre na nossa história".

"Olhando para o resultado desta noite, em que superámos a porcentagem da Aliança Democrática nas últimas eleições da legislativa, é justo dizer que, não tendo vencido estas eleições presidenciais, os portugueses nos colocaram no caminho para governar este país", acentuou André Ventura.

"Tivemos mais de 30% dos votos em relação à primeira volta das eleições presidenciais. E tivemos mais 300 mil votos do que nas últimas eleições legislativas em Portugal. Ultrapassámos com 33,2% os 31% da AD nas últimas eleições. Acho que a mensagem dos portugueses foi clara: lideramos a direita em Portugal, lideramos os passos da direita em Portugal e vamos em breve governar este país", acrescentou.

"Hoje os nossos compatriotas escolheram ainda o caminho da continuidade. Escolheram eleger um presidente da área do Partido Socialista que representa a continuidade do sistema político tal como temos e o conhecemos em Portugal. Discordámos nisso, lutámos contra isso, entendemos que isso era o caminho errado. Mas travámos o bom combate, travámos a batalha com as armas que tínhamos, fomos terra a terra procurar convencer os portugueses, com o sistema inteiro contra nós procurámos convencer, mobilizar, mostrar que era possível outro país. Conseguimos, com uma grande parte do país, da Europa e do mundo contra nós, com Bruxelas contra nós, com todos contra nós, conseguimos ainda assim o melhor resultado de sempre. Não vencemos, mas estamos no caminho dessa vitória", frisou o líder do Chega.

Assim, Ventura continua de olhos postos no futuro. "Nunca fui, na minha vida política, de procurar olhar para resultados de forma diferente. O resultado de hoje deu-nos, ao mesmo tempo que consagrou um novo presidente da República, um enorme estímulo para trabalhar, para continuarmos a trabalhar nesse projeto que é transformar Portugal".

"Queria deixar uma palavra muito, muito especial, não só a todos aqueles que, contrariando o sistema inteiro, se mobilizaram para nos fazer um país diferente, quiseram lutar por um país diferente e acreditaram num país diferente, que não foram intoxicados nem se deixaram intoxicar".

André Ventura agradeceu ainda os votos dos emigrantes na sua candidatura. "Eles sabem, às vezes, melhor do que nós, o que é esse sofrimento pelo país, o que é esse amor ao país e o que é esse trabalho pelo país. Eles sabem o que é não querer mais socialismo e sabem o que é que PSD e PS fizeram ao país nestes últimos anos. Eles têm sido o nosso farol e hoje, apesar de todas as circunstâncias, apesar de nos fazerem andar milhares de quilómetros, voltaram a ser o nosso farol".

"A política é sobre transformar a vida de um país que amamos. A vida de um país que nos deu o nosso chão comum, que nos dá o nosso amor e o nosso orgulho e que queremos transformar. Talvez hoje não tenhamos conseguido ainda chegar a essa meta, mas fizemos um caminho essencial para liderar todo o espaço que se opõe à herança do Partido Socialista, fizemos um caminho essencial para denunciar um sistema podre de corrupção decadente e degradado que há em Portugal, fizemos o suficiente e o caminho que ainda temos que fazer para dizer aos jovens que vale a pena ficar neste país e aos nossos lá fora que vale a pena voltar para este país, fizemos o suficiente para mostrar a quem trabalha que este tem que ser um país deles, fizemos o suficiente para dizer que temos que mudar na justiça, na educação, na saúde e em muitas outras áreas", enumerou. "Fizemos o suficiente para dizer que não nos ajoelharemos nem deixaremos que nos humilhem nunca mais. E acho que este movimento que se consagrou nestas eleições é o símbolo de um Portugal que vai cedo ou tarde ser transformado".

No final do discurso, Ventura referiu querer dizer aquilo que pensa para o futuro. "As eleições são sempre um momento de escrutínio e de participação. As eleições são sempre um momento em que quem está do outro lado decide o que quer para o futuro do país. Ninguém sabe o que vai acontecer, mas eu sinto e sei e pressinto que pode demorar mais ou pode demorar menos, que pode demorar mais mês ou pode demorar menos mês, mas sinto que este movimento é imparável e sinto que cedo ou tarde Portugal vai mesmo mudar", rematou.

___

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil

Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.

Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.