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Algumas nasceram há séculos, outras viajaram entre países e culturas, mas todas têm um objetivo comum: atrair sorte, saúde, amor e prosperidade para o novo ano.
Uma nota no sapato para chamar dinheiro
Uma das superstições mais populares em Portugal nasceu na Venezuela. O ritual é simples: na noite de 31 de dezembro, esconde-se uma nota de dinheiro no sapato — há quem defenda que deve ser uma em cada pé — para garantir “bolsos cheios” ao longo do ano.
A tradição liga-se também à crença oriental de que a energia entra no corpo pelos pés, razão pela qual muitos não dispensam começar o ano com dinheiro no sapato, no bolso ou na mão. Há ainda quem faça a primeira compra do ano com essa mesma nota, reforçando o simbolismo de abundância.
Entrar com o pé direito: herança da Roma Antiga
A famosa expressão “entrar com o pé direito” vem diretamente da Roma Antiga. Para os romanos, o lado direito simbolizava sorte e o bem, enquanto o esquerdo era associado ao azar e ao mal.
Esta divisão simbólica estendia-se até à observação de aves: se voassem para a esquerda, era mau presságio. Nos eventos e celebrações, os convidados eram incentivados a entrar nas casas com o pé direito para garantir que tudo correria bem.
A tradição mantém-se viva: na passagem de ano, muitos sobem para uma cadeira e entram no novo ano com o pé direito à frente, acreditando que começar “mais alto” e “do lado certo” ajuda a garantir prosperidade.
Doze passas, doze desejos
Talvez a mais universal das tradições: comer doze passas ao som das doze badaladas. O costume nasceu em Madrid, no século XIX, como protesto contra uma taxa que penalizava quem celebrasse o Dia de Reis antecipadamente. Em vez de uvas frescas, passaram a comer uvas passas.
O hábito atravessou fronteiras e hoje, a cada passa engolida, pede-se um desejo para o ano que começa.
A cor da roupa interior
Em Portugal, a escolha da roupa interior na noite de Ano Novo é tudo menos aleatória. Azul para atrair harmonia, saúde e boa sorte. Amarelo para chamar dinheiro. Vermelho para o amor. Branco para a paz. Verde para a ligação à natureza.
Brindar para garantir saúde
O brinde com champanhe ou espumante nasceu na Europa, na alta sociedade, quando se bebia vinho para assinalar momentos especiais. Por ser um vinho nobre e caro, o champanhe passou a simbolizar celebração, estatuto e bons presságios.
O “saúde!” dito em coro serve precisamente para atrair vitalidade e boa energia que, segundo a crença, deve ser preservada guardando a rolha da garrafa para o ano seguinte.
Fazer barulho para afastar o mal
Panelas, apitos, palmas, assobios — vale tudo para despedir o ano velho. A ideia é simples: afastar as más energias de forma estridente e abrir caminho para um ano novo cheio de alegria, sorte e renovação.
O primeiro mergulho do ano
Em zonas costeiras como a Figueira da Foz, Cascais ou a Foz do Douro, há quem comece o ano com um mergulho no mar. O gesto simboliza purificação e renovação, e é visto como um poderoso chamariz de energias positivas.
Entre dinheiro nos sapatos, desejos engolidos à meia-noite e saltos ao pé-coxinho, a humanidade continua a procurar o mesmo desde sempre: alguma forma de garantir que o futuro seja melhor do que o passado.
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