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O anúncio foi feito esta terça-feira pela vice-presidente de Recursos Humanos e Tecnologia da gigante do comércio eletrónico, Beth Galetti, que justificou a decisão como parte de um esforço de eficiência interna.
“As reduções que anunciamos hoje fazem parte de um esforço contínuo para nos tornarmos ainda mais fortes, reduzindo ainda mais a burocracia, eliminando camadas e realocando recursos”, afirmou a responsável num comunicado publicado no site da Amazon.
Segundo Galetti, a reestruturação não implica apenas despedimentos, mas também movimentações internas e novas contratações em áreas estratégicas.
“Isto envolverá reduções em algumas áreas e contratações em outras, mas resultará numa redução geral de aproximadamente 14.000 vagas”, acrescentou.
A Amazon não revelou quais os países ou departamentos afetados, mas fontes citadas pela cadeia norte-americana CNBC indicam que os cortes incidirão sobretudo sobre as equipas de Recursos Humanos, operações, serviços e dispositivos.
A mesma fonte avançou que os gestores começaram a notificar os trabalhadores esta semana, através de e-mails formais de despedimento.
O maior corte da história da empresa
Este é o maior despedimento coletivo alguma vez realizado pela Amazon. Nos últimos três anos, a empresa já tinha reduzido o quadro em cerca de 27 mil trabalhadores, em várias fases de reestruturação iniciadas em 2022.
A decisão surge num contexto de ajustes no setor tecnológico, marcado por cortes significativos em empresas como a Google, a Meta e a Microsoft. De acordo com dados do site especializado Layoffs.fyi, só em 2025 foram perdidos mais de 98 mil empregos em 216 empresas tecnológicas nos Estados Unidos.
Resultados e pressão financeira
A multinacional sediada em Seattle (Washington) deverá apresentar os resultados do terceiro trimestre esta quinta-feira. Os especialistas, citados na imprensa norte-americana, preveem um crescimento das receitas em torno de 11% face ao mesmo período do ano passado, mas também uma ligeira quebra nos lucros líquidos, atribuída ao aumento dos custos com investimentos em inteligência artificial, logística e reestruturação interna.
Com este novo corte, a Amazon pretende adaptar-se a um mercado cada vez mais competitivo e concentrar recursos nas áreas consideradas prioritárias para o futuro da empresa, como a IA generativa e os serviços de computação em nuvem (AWS).
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