Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

Nesta sexta-feira, Donald Trump, e Vladimir Putin encontraram-se em Anchorage, no Alasca. Em conferência de imprensa conjunta, foi Putin o primeiro a falar, algo que não é habitual quando um presidente dos EUA recebe alguém.

“Tivemos negociações muito completas e úteis”, sublinhou, deixando um agradecimento ao homólogo norte-americano pelo encontro.

“É bastante lógico encontrarmo-nos aqui (Alasca), porque os nossos países, embora separados por oceanos, são, na verdade, vizinhos próximos”, apontou. E acrescentou: “Quando saí do avião disse: ‘Muito boa tarde, querido vizinho, é bom vê-lo e de boa saúde”.

Já em relação à Ucrânia, Putin afirma que a situação "tem a ver com ameaças fundamentais à nossa segurança. Sempre consideramos a Ucrânia uma nação irmã, temos as mesmas raízes e tudo o que está a acontecer é uma tragédia para nós, uma ferida terrível. O país está sinceramente interessado em pôr um fim a isso”.

“Para chegar a um acordo longo e duradouro é preciso eliminar as raízes primárias desse conflito, considerar todas as preocupações legítimas da Rússia e restabelecer um equilíbrio justo de segurança na Europa e no mundo como um todo”, apontou o líder russo, acrescentando que concorda com Trump quanto ao facto de ser necessário assegurar a segurança da Ucrânia. “Naturalmente, estamos preparados para trabalhar nisso”, garantiu.

“Gostaria de esperar que o acordo que alcançámos juntos nos ajude a aproximar-nos desse objetivo e abra caminho para a paz na Ucrânia”, sublinhou. Vladimir Putin disse ainda que espere que Kiev e as capitais europeias não façam tentativas para pôr em causa os progressos conquistados.

Putin ainda deixou críticas ao antecessor de Trump, Joe Biden, afirmando que concorda com o líder dos EUA quando diz que a guerra não teria começado se fosse Presidente.

Em segundo lugar falou Trump, que começou por elogiar as palavras “profundas” de Putin e a reunião “produtiva”, mas, deixando claro que “não há acordo até haver acordo. Fizemos mesmo progressos ótimos. Sempre tive uma ótima relação com o Presidente Putin, com o Vladimir. Concordámos em muitos pontos. Temos uma ótima chance de chegar lá, [mas] ainda não chegámos”, disse.

Trump afirmou logo de seguida que vai telefonar à NATO e a Zelensky, algo que disse que só faria se a reunião corresse bem, estando agora marcada reunião com o presidente ucraniano para esta segunda-feira, em Washington, DC. Esta será a primeira visita à Casa Branca do líder ucraniano desde o encontro falhado no final de fevereiro, quando Trump e Zelensky mantiveram uma discussão tensa na Sala Oval, e, desta vez, chega com a sombra do fim do isolamento diplomático de Putin.

Na sua conta na rede social X, Zelensky afirmou que Trump, durante uma chamada no sábado, o tinha informado dos "principais pontos" da sua conversa com o presidente russo no Alasca.

"A Ucrânia reafirma sua disposição de trabalhar com o máximo empenho para alcançar a paz", afirmou Zelensky. 
O presidente Trump informou sobre seu encontro com o líder russo e os principais pontos da discussão. É importante que a força dos EUA tenha impacto no desenvolvimento da situação. Apoiamos a proposta do Presidente Trump para uma reunião trilateral entre Ucrânia, EUA e Rússia. A Ucrânia enfatiza que questões-chave podem ser discutidas no nível de líderes, e um formato trilateral é adequado para isso", confirmou. 
"Na segunda-feira, me encontrarei com o presidente Trump em Washington, D.C., para discutir todos os detalhes sobre o fim da matança e da guerra", finalizou.