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De acordo com Vivek Murthy, citado pela CNN, um em cada dois adultos nos EUA já relatou sentir-se só, números registados ainda antes da pandemia de Covid-19, que agravou o isolamento. A solidão, lembra o relatório, está associada a problemas como depressão, ansiedade, insónias, maior risco de doenças cardiovasculares e até menor esperança de vida.
O plano, apoiado pela administração do ex-presidente Joe Biden, assenta em seis pilares:
- Reforçar a infraestrutura social: bibliotecas, espaços verdes, transportes públicos, associações locais, voluntariado e grupos religiosos.
- Políticas públicas pró-conexão: garantir que todas as decisões políticas consideram o impacto na coesão social.
- Sistema de saúde e saúde pública: formar profissionais para identificar e apoiar pessoas em risco de isolamento.
- Ambiente digital: exigir maior responsabilidade às tecnológicas, criar normas de segurança e promover ferramentas que favoreçam relações saudáveis.
- Produção de conhecimento: investir em investigação e dados para compreender melhor as causas e soluções da solidão.
- Cultura de conexão: promover valores como respeito, serviço comunitário e empatia em escolas, famílias, locais de trabalho e instituições.
“Tal como combatemos o tabaco, a obesidade ou a crise dos opiáceos, temos agora a obrigação de enfrentar a solidão”, sublinhou Murthy, defendendo que a ligação social deve ser tratada como uma necessidade básica, “tão essencial como água, comida ou abrigo”.
O relatório deixa ainda recomendações práticas a famílias e indivíduos, como dedicar tempo a atividades em conjunto sem ecrãs, incentivar amizades, praticar gratidão e reduzir o uso nocivo das redes sociais.
Exemplos práticos sugeridos:
- Famílias: passar tempo juntos sem ecrãs, incentivar amizades e atividades em grupo, vigiar sinais de isolamento nos mais jovens.
- Indivíduos: telefonar a amigos/família diariamente, reduzir uso nocivo das redes sociais, praticar gratidão e voluntariado.
- Escolas, empresas e governos: criar espaços e políticas que favoreçam a interação e a pertença.
Com este alerta, Washington reconhece oficialmente a solidão como uma questão de saúde pública que exige resposta conjunta de cidadãos, instituições e empresas tecnológicas.
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