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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou que as mais recentes conversações de paz, mediadas pelos Estados Unidos, permitiram introduzir alterações significativas a versões anteriores do plano, agora reduzido e reformulado após intensas negociações com a equipa norte-americana.
Na proposta atual, a Ucrânia aceita o princípio da criação de uma zona desmilitarizada nas regiões orientais do país, desde que a Rússia proceda a uma retirada equivalente das suas forças. Os detalhes do plano já foram transmitidos ao presidente russo, Vladimir Putin, estando o Kremlin a analisar o documento sem comentários públicos imediatos.
O plano inclui ainda concessões politicamente sensíveis por parte de Kiev, como a retirada limitada de tropas ucranianas da linha da frente e o abandono do objetivo de adesão à NATO, em troca de garantias de segurança dos Estados Unidos e de aliados europeus, semelhantes às previstas no artigo 5.º da Aliança Atlântica.
Está também prevista a retirada das forças russas de várias regiões ucranianas, bem como o destacamento de tropas internacionais ao longo da linha de contacto para monitorizar a implementação do acordo. Um grupo de trabalho ficaria responsável por definir a redistribuição de forças e eventuais zonas económicas especiais.
Apesar dos avanços diplomáticos, o desfecho permanece incerto. A Rússia continua a exigir concessões territoriais significativas e a guerra mantém-se intensa no terreno, após quase quatro anos de conflito que provocaram dezenas de milhares de mortos, destruição em larga escala e milhões de deslocados.
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