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A passagem de ano nos Países Baixos ficou marcada por um nível de violência nunca antes registado, segundo relatou a polícia do país. Oficiais de várias cidades enfrentaram ataques com fogo-de-artifício e outros explosivos, enquanto incidentes trágicos resultaram na morte de duas pessoas e em ferimentos graves de vários outros, incluindo menores, conta a BBC.

Em Amesterdão, uma das cidades mais afetadas, a histórica igreja Vondelkerk foi consumida pelas chamas nas primeiras horas do Dia de Ano Novo. A origem do incêndio ainda não foi determinada pelas autoridades. A Vondelkerk, construída em 1872 e situada junto ao maior parque da cidade, o Vondelpark, é uma atração turística de longa data e uma obra do arquiteto Pierre Cuypers, responsável também pelo Rijksmuseum. Apesar de a torre de 50 metros ter colapsado, os responsáveis afirmaram que a estrutura principal deverá permanecer de pé, embora o telhado tenha sofrido danos significativos.

A presidente do sindicato da polícia holandesa, Nine Kooiman, relatou ter sido atingida por fogo-de-artifício e outros explosivos durante o seu turno em Amesterdão, descrevendo o nível de violência como “sem precedentes”. Ataques a polícias e bombeiros foram registados por todo o país, incluindo o lançamento de bombas de gasolina contra agentes em Breda, cidade do sul.

A situação provocou ainda graves consequências para civis. Em Roterdão, o hospital oftalmológico da cidade recebeu 14 pacientes com ferimentos nos olhos provocados por fogo-de-artifício, entre os quais 10 menores. Dois desses pacientes necessitaram de intervenção cirúrgica. Noutros incidentes, um rapaz de 17 anos em Nijmegen e um homem de 38 anos em Aalsmeer morreram.

A violência também se manifestou em confrontos entre grupos de vizinhos, nomeadamente no distrito Transvaal, em Haia, onde confrontos nas ruas vizinhas geraram tumultos significativos.

O fenómeno do uso ilegal de fogo-de-artifício nos Países Baixos tem vindo a aumentar nos últimos anos, levando o governo a implementar medidas mais restritivas. Um banimento completo de fogo-de-artifício não autorizado está previsto para 2026, numa tentativa de reduzir acidentes e proteger os cidadãos. Apesar disso, segundo a Associação Holandesa de Pirotecnia, um montante recorde de 129 milhões de euros foi gasto no país durante as celebrações deste ano, refletindo a popularidade desta tradição apesar do risco evidente.

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