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Os portugueses vão enfrentar, na próxima quinta-feira, dia 11 de dezembro, uma paralisação nacional que promete afetar diversos setores. Apesar da adesão de várias entidades sindicais, foram definidos serviços mínimos em transportes públicos, aviação e saúde, garantindo o funcionamento mínimo de algumas linhas e serviços essenciais.

Mas a paralisação não fica por aqui. Logo no dia seguinte, 12 de dezembro, pode haver falhas em escolas, serviços de recolha de lixo e alguns serviços públicos, uma vez que alguns sindicatos da Administração Pública estão a convocar uma nova greve para essa data.

Transportes públicos

No setor dos transportes, a circulação de comboios, barcos e da Carris em Lisboa vai estar sujeita a serviços mínimos, ao contrário do Metro de Lisboa que não vai ter restrições. A CP – Comboios de Portugal vai apenas manter determinados comboios de longo curso, regionais e urbanos, e a Fertagus e a Medway continuarão em operação para cumprir os mínimos. Na Transtejo/Soflusa, será assegurado 25% das carreiras em horários de maior movimento, e a Carris garantirá 12 linhas, incluindo transporte para cidadãos com mobilidade reduzida.

Aviação

No domínio da aviação, a TAP confirmou cancelamentos de voos e está a permitir reagendamentos gratuitos nos três dias anteriores ou seguintes à greve. Sindicatos do setor já anunciaram adesão, incluindo tripulantes de cabine e trabalhadores de terra, enquanto o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil ainda está a decidir se se junta à paralisação.

Saúde e educação

A saúde e a educação também serão afetadas no dia 11, com a Federação Nacional dos Médicos e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses a confirmarem a adesão à greve. A ministra da tutela, Ana Paula Martins, adiantou que, apesar dos serviços mínimos, cirurgias e consultas poderão sofrer atrasos. Na educação, a Fenprof alerta para impactos nos serviços escolares.

Para o dia 12, o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) anunciou uma greve nacional de enfermagem, com a duração de de 16 horas, entre as 8h e as 24h.

Outros setores

Outros setores com adesão confirmada no dia 11 incluem a cultura, telecomunicações, indústria e banca. A FECTRANS, que representa trabalhadores dos transportes, apelou à participação de todos os profissionais da área, enquanto sindicatos do setor financeiro e bancário reforçaram a preocupação com alterações laborais previstas pelo Governo, classificando o anteprojeto como um retrocesso.

No setor industrial, a Autoeuropa prevê elevada adesão. Também o Grupo REN, na energia, acordou manter serviços mínimos com níveis de atividade próximos aos de fins de semana e feriados.

Já para dia 12, o Sindicato Independente dos Trabalhadores dos Organismos Públicos e Apoio Social (SITOPAS) também decretou greve. Estão incluídos os trabalhadores da Administração Pública Central, Regional e Local que sejam de “carreiras gerais, especiais e subsistentes, dos serviços da Administração Direta e Indireta do Estado”.

(Notícia atualizada às 12h37 de dia 1o de dezembro com informações sobre a greve de dia 12)

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