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Segundo os serviços de segurança russos, um homem suspeito de ter baleado e ferido gravemente um general de topo da inteligência militar da Rússia foi detido no Dubai e posteriormente entregue às autoridades russas, diz o The Guardian.

O anúncio surge dois dias depois de o tenente-general Vladimir Alekseyev, de 64 anos, ter sido alvo de um ataque armado no prédio onde reside, em Moscovo. O oficial foi atingido por três disparos no átrio das escadas do edifício, ficando em estado crítico. Desde então, Moscovo tem divulgado poucos detalhes sobre a sua condição clínica, embora se espere que venha a recuperar.

De acordo com a versão apresentada pelas autoridades russas, o suspeito é um cidadão russo na casa dos 60 anos, identificado como Lyubomir Korba. Terá fugido para os Emirados Árabes Unidos após o ataque, onde foi detido pelas autoridades locais e posteriormente entregue à Rússia. Imagens transmitidas pela televisão estatal russa mostraram agentes mascarados do Serviço Federal de Segurança (FSB) a escoltarem um homem vendado à saída de um pequeno avião, já em território russo.

A imprensa russa acrescentou que um alegado cúmplice foi detido em Moscovo, enquanto um terceiro suspeito terá conseguido escapar para a Ucrânia. Os investigadores afirmam que Korba, nascido em 1960 na região de Ternopil, então parte da Ucrânia soviética, terá agido a mando de serviços de informações ucranianos. O ataque foi realizado com uma pistola Makarov equipada com silenciador, num complexo habitacional situado a cerca de 11 quilómetros a norte do Kremlin.

Até ao momento, nenhuma entidade reivindicou a autoria do atentado. Ainda assim, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, classificou o episódio como um “ataque terrorista” e alegou, sem apresentar provas, que o objetivo seria comprometer as conversações em curso entre a Rússia, a Ucrânia e os Estados Unidos para pôr fim à guerra.

No sábado, o presidente russo, Vladimir Putin, agradeceu publicamente ao presidente dos Emirados Árabes Unidos pela cooperação na detenção do suspeito, segundo comunicado do Kremlin. Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, rejeitou qualquer envolvimento de Kiev no ataque, sugerindo que o tiroteio poderá ter resultado de lutas internas no seio do aparelho de poder russo.

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