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Richard Knighton, Chefe do Estado-Maior da Defesa, afirmou à BBC que o seu homólogo belga pediu assistência no início desta semana e que equipamentos e pessoal já estão a caminho. O principal aeroporto da Bélgica, Zaventem, teve de encerrar temporariamente na quinta-feira à noite após a deteção de drones nas proximidades, que também foram vistos em outras áreas, incluindo uma base militar. Richard Knighton sublinhou que ainda não é certo se os drones são russos, mas que é "plausível" que tenham sido enviados por Moscovo.
O Secretário de Defesa britânico, John Healey, declarou: "À medida que as ameaças híbridas aumentam, a nossa força reside nas nossas alianças e na nossa determinação coletiva em defender, dissuadir e proteger a nossa infraestrutura crítica e o espaço aéreo". Acrescentou que, juntamente com os aliados da NATO, o Reino Unido ajudará a Bélgica "fornecendo os nossos equipamentos e capacidades", já em curso.
Na sexta-feira, também o Ministério da Defesa da Alemanha anunciou que iria apoiar a Bélgica com medidas anti-drones, após um pedido de Bruxelas. Boris Pistorius, sugeriu ainda que as recentes incursões poderiam estar ligadas a discussões da União Europeia sobre a utilização de ativos russos congelados para apoiar a Ucrânia, num empréstimo de 140 mil milhões de euros.
Cerca de 3.000 passageiros da Brussels Airlines foram afetados pelas perturbações, com a companhia a relatar "custos consideráveis" devido ao cancelamento ou desvio de dezenas de voos. Embora o Ministro da Defesa belga, Theo Francken, tenha admitido que não há evidência concreta de quem enviou os drones, sublinhou: "No início, os drones sobre as nossas bases militares eram vistos como um problema nosso. Agora tornaram-se uma ameaça séria que afeta a infraestrutura civil em vários países europeus."
Richard Knighton classificou a Rússia como a ameaça mais premente para a Europa atualmente, referindo que "a invasão ilegal da Ucrânia mostrou a natureza bárbara dos esforços de guerra russos". Acrescentou ainda que sabotagens e assassinatos foram levados a cabo pela Rússia em solo britânico e que é na guerra híbrida que o Reino Unido precisa de se reforçar.
Embora não haja prova pública da participação russa, as suspeitas aumentam devido a incursões aéreas mais graves da Rússia na Europa Oriental nos últimos meses, envolvendo caças e drones de ataque maiores. Recentemente, o Reino Unido enviou caças RAF Typhoon para participar em missões de defesa sobre a Polónia, no âmbito da missão da NATO de reforço da flanco oriental em resposta a essas incursões.
Nos últimos meses, várias deteções de drones causaram grandes perturbações aéreas na Europa, incluindo Suécia, Noruega e Dinamarca. Apesar de alguns responsáveis apontarem para guerra híbrida da Rússia, o Kremlin negou qualquer envolvimento.
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