Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

Nicolás Maduro Moros nasceu a 23 de novembro de 1962, em Caracas, no seio de uma família operária. Filho de um dirigente sindical, iniciou a sua vida profissional como motorista de autocarro e líder sindical, numa fase em que a Venezuela atravessava forte instabilidade política.

A sua trajetória política ficou definitivamente ligada a Hugo Chávez, a quem se juntou no início da década de 1990, após a tentativa falhada de golpe de Estado liderada por Chávez em 1992. Maduro participou ativamente na campanha pela libertação do então militar e tornou-se um dos seus mais leais aliados políticos.

Hugo Chávez foi a figura política mais influente da Venezuela contemporânea e o mentor político de Nicolás Maduro. Presidente entre 1998 e 2013, apresentou-se como o líder da chamada “Revolução Bolivariana”, um projeto socialista inspirado no libertador Simón Bolívar e marcado por nacionalismo, economia fortemente centralizada e um papel dominante das Forças Armadas na vida pública — uma doutrina que ficou conhecida como chavismo.

Oriundo de uma família modesta do interior do país, Chávez teve formação militar e iniciou a sua trajetória política após liderar uma tentativa de golpe de Estado em 1992, que falhou mas o transformou numa figura popular junto de uma população cansada da elite política tradicional. Libertado da prisão em 1994, capitalizou esse apoio ao fundar o Movimento da Quinta República e venceu as eleições presidenciais de 1998. O seu governo transformou profundamente o sistema político venezuelano e lançou as bases do regime que Maduro herdaria após a sua morte, em março de 2013.

Com a vitória de Chávez nas eleições de 1998, Maduro foi eleito deputado e iniciou uma ascensão rápida no aparelho do poder: presidiu à Assembleia Nacional, assumiu depois a chefia da diplomacia venezuelana e percorreu o mundo a construir alianças internacionais sustentadas na diplomacia petrolífera do regime.

Antes de morrer, Chávez escolheu pessoalmente Maduro como sucessor. Em 2013, após a morte do líder bolivariano, Maduro venceu por margem reduzida as eleições presidenciais — uma vitória desde logo contestada pela oposição e marcada pela ausência do carisma e da base popular que caracterizavam Chávez.

Os anos seguintes ficaram associados a uma profunda crise económica e social: colapso produtivo, hiperinflação, escassez crónica de bens essenciais e a saída de milhões de venezuelanos para o estrangeiro. O seu governo passou também a ser identificado por eleições contestadas, repressão política e violações dos direitos humanos, com destaque para a repressão violenta de protestos em 2014 e 2017.

Em 2017, Maduro promoveu alterações institucionais para contornar a Assembleia Nacional então dominada pela oposição. Em 2018, foi reeleito num escrutínio amplamente considerado ilegítimo por observadores internacionais. Em 2020, os Estados Unidos acusaram-no formalmente de narcoterrorismo, corrupção e ligação ao tráfico de droga, acusações que Maduro sempre rejeitou.

Após eleições presidenciais de 2024, novamente denunciadas como fraudulentas pela oposição e pela comunidade internacional, Maduro tomou posse em janeiro de 2025 para um terceiro mandato, no meio de detenções em massa de manifestantes e forte repressão política.

Uma missão das Nações Unidas concluiu recentemente que forças de segurança venezuelanas, em particular a Guarda Nacional Bolivariana, cometeram crimes contra a humanidade e graves violações de direitos humanos ao longo de mais de uma década, frequentemente sem qualquer responsabilização.

O isolamento internacional do regime foi sublinhado em 2025 com a atribuição do Prémio Nobel da Paz à líder da oposição María Corina Machado, distinção vista como um reconhecimento do combate à repressão política no país.

Maduro é casado com Cilia Flores, advogada e deputada da Assembleia Nacional durante a última década, figura central do núcleo político do regime.

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil

Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.

Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.