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No encerramento do X Congresso Nacional dos Autarcas Social-Democratas (ASD), no Porto, o chefe do Governo afirmou citado pela Lusa: “Nós não queremos crescer 2% ao ano. Queremos crescer 3%, 3,5%, 4%. Nós queremos que o salário mínimo não chegue aos 1.100 [euros]. Esse é o objetivo que temos para esta legislatura, mas nós queremos mais. Que chegue aos 1.500 ou aos 1.600”.
As ambições de Montenegro não se ficaram pelo salário mínimo. O primeiro-ministro acrescentou: “Não quero que o salário médio chegue aos 1.600 ou 1.700, mas sim que chegue aos 2.500, 2.800 ou 3.000 euros.”
As declarações surgem num momento politicamente sensível, a apenas poucos dias da greve geral de 11 de dezembro. Na noite anterior, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusara Montenegro de tentar neutralizar a mobilização dos trabalhadores:
“Está a lançar uma cenoura aos trabalhadores”, disse Carneiro, criticando a proposta de subida do salário mínimo para 1.500 euros, apresentada pelo primeiro-ministro na sexta-feira.
Hoje, no Porto, Montenegro não prestou declarações aos jornalistas nem à entrada nem à saída do Auditório Nobre do ISEP, onde decorreu o congresso dos autarcas social-democratas.
Ainda assim, deixou um discurso centrado na ideia de ambição e crescimento económico sustentado: “Nós queremos, efetivamente, criar a riqueza que possa combater a pobreza. Nós queremos um país que pense e execute um projeto de desenvolvimento que possa ser duradouro, que possa ser consistente, que possa ser suficientemente robusto para, cada vez mais, ser exemplar, como já é, hoje, à escala europeia.”
Montenegro respondeu ainda às críticas que têm surgido sobre o realismo das suas metas: “São os mesmos que duvidaram que o ano passado que nós atingíamos as nossas metas orçamentais e económicas. Superámo-las. São os mesmos que este ano tornaram a duvidar e nós vamos tornar a superar.”
Confiando nos resultados económicos e orçamentais dos próximos anos, o primeiro-ministro antecipou: “Daqui a um ano as minhas palavras vão fazer ainda mais sentido.”
A atual legislatura termina em setembro de 2029 — data que coincide também com o fim dos mandatos autárquicos. Montenegro garantiu que, até lá, os objetivos agora enunciados serão cada vez mais claros para o país.
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