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Mais de 600.000 pessoas na região de Kiev, na Ucrânia, ficaram sem eletricidade após ataques russos realizados durante a noite, indicou o ministério da Energia ucraniano, citado pela BBC. Desse total, mais de 500.000 residentes encontram-se na própria capital, enquanto o restante se situa em municípios vizinhos. As perdas de energia foram atribuídas a ataques com mísseis e drones a infraestruturas energéticas na cidade e em várias outras regiões do país.

As autoridades ucranianas informaram que, na madrugada deste sábado, foram lançados cerca de 36 mísseis e quase 600 drones sobre alvos em todo o território. Estes ataques provocaram três mortos e dezenas de feridos, além de danos consideráveis em prédios residenciais. Entre os feridos em Kiev está uma criança de 13 anos, segundo o autarca Vitaly Klitschko.

Explosões foram ouvidas em vários pontos da capital no início da manhã, e os serviços de emergência foram posteriormente vistos a socorrer moradores de blocos de apartamentos em chamas, danificados pelos ataques. A Força Aérea da Ucrânia informou ter abatido 558 drones e 19 mísseis durante estas ofensivas.

A intensificação dos ataques russos ocorre num momento em que a Ucrânia se prepara para enfrentar o inverno, com previsão de temperaturas a descer para 2ºC em Kiev no domingo e médias abaixo de zero em dezembro. Desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, várias cidades têm sido alvo de bombardeamentos aéreos regulares, incluindo ataques a infraestruturas energéticas, que provocam cortes frequentes de eletricidade.

O ministério da Defesa russo descreveu os ataques como um “massivo assalto contra complexos industriais militares ucranianos e as infraestruturas energéticas que os suportam”. Além de estruturas de energia, várias habitações foram atingidas, demonstrando que os ataques russos continuam a visar não apenas instalações estratégicas, mas também zonas residenciais.

Em resposta, a Ucrânia tem realizado ataques a infraestruturas energéticas russas, incluindo refinarias de petróleo e depósitos, utilizando armamento de longo alcance. Segundo Kiev, esta estratégia visa reduzir as receitas de Moscovo provenientes das suas exportações de energia, fundamentais para o esforço de guerra russo.

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