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A Operação Neptuno VII, que envolveu países do Mediterrâneo e do Médio Oriente, teve como objetivo combater o terrorismo, o tráfico de droga e outros crimes transnacionais. Entre os detidos está Igor Grechushkin, proprietário do cargueiro que transportava o nitrato de amónio que explodiu no porto de Beirute em 2020, causando a morte de pelo menos 218 pessoas e ferindo mais de seis mil.
De acordo com a Interpol, Grechushkin foi detido no aeroporto de Sófia, capital da Bulgária, após um alerta vermelho emitido pelo Líbano, onde é acusado de atos de terrorismo e outros crimes. O processo de extradição encontra-se em curso.
No total, foram identificadas 328 pessoas como alvo de notificações e alertas da Interpol, 57 das quais suspeitas de ligações ao terrorismo. Durante a operação, foram ainda apreendidos documentos em branco roubados, que as autoridades acreditam poder estar a ser usados por grupos terroristas do Médio Oriente.
Foram também confiscados 220 quilos de canábis, 20 quilos de barras de prata, 130 mil dólares em numerário e vários veículos de luxo.
A Interpol destacou que esta edição da Operação Neptuno registou progressos significativos face ao ano anterior, quando tinham sido efetuadas 66 detenções.
Entre os países envolvidos estiveram, além de Portugal, Espanha, Albânia, Argélia, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, Chipre, França, Grécia, Iraque, Itália, Jordânia, Líbano, Líbia, Malta, Montenegro, Marrocos, Eslovénia e Tunísia.
Em comunicado, a Interpol revelou ainda que duas pessoas foram detidas no porto espanhol de Algeciras, uma procurada por terrorismo e outra por tráfico de droga.
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