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Em Portugal, o médico de saúde pública Vasco Peixoto alertou a população para não se aproximar nem tocar em aves selvagens mortas, devido à deteção recente do vírus da gripe das aves. Em declarações à SIC Notícias, sublinhou que, embora o vírus não se transmita facilmente entre animais e humanos, é fundamental manter as medidas de segurança.
A Gripe Aviária é uma doença vírica extremamente contagiosa, capaz de provocar elevada mortalidade nas aves infetadas. As infeções são classificadas em dois grupos: a gripe aviária de alta patogenicidade (GAAP), que se dissemina rapidamente e pode causar mortalidade até 100% em 48 horas, e a gripe aviária de baixa patogenicidade (GABP), que geralmente provoca sintomas ligeiros e pode passar despercebida.
Ocasionalmente, certas estirpes do vírus podem infetar outros animais, incluindo mamíferos e seres humanos, mas tal exige contacto muito próximo com aves infetadas. Não há evidência de que a doença possa ser transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos.
Por ser uma doença de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), à União Europeia e às autoridades nacionais, qualquer suspeita ou ocorrência deve ser imediatamente comunicada aos serviços regionais e locais da DGAV por produtores, comerciantes, veterinários, caçadores ou qualquer pessoa que lide com aves domésticas ou selvagens.
Desde o início de 2025, Portugal registou seis focos de infeção pelo subtipo H5N1: um em estabelecimento avícola comercial, dois em explorações de pequena dimensão, um numa capoeira doméstica, um em aves em cativeiro e outro em ave selvagem.
As medidas de controlo e erradicação previstas na lei foram de imediato aplicadas, e, não tendo surgido novos focos, a medida de confinamento das aves domésticas foi levantada a 5 de agosto. Após a eliminação dos surtos, Portugal recuperou o estatuto de país livre de gripe aviária de alta patogenicidade em aves de capoeira a 26 de março de 2025.
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