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O BCE prevê estar tecnicamente pronto para uma potencial primeira emissão em 2029, partindo do pressuposto de que o regulamento europeu relativo à criação do euro digital será aprovado em 2026. Esta nova fase, que começa este ano, terá como prioridade o desenvolvimento da capacidade técnica necessária antes de uma eventual decisão de emissão, mantendo flexibilidade e alinhamento com o processo legislativo europeu.

Antes disso, estão previstos exercícios-piloto e transações experimentais já a partir de meados de 2027, para testar o funcionamento do sistema.

Para concretizar esta ambição, o Eurosistema centrará a ação em três eixos fundamentais: preparação técnica, que consiste no desenvolvimento das bases tecnológicas do euro digital e na validação das funcionalidades essenciais através de projetos-piloto; envolvimento do mercado, com a colaboração com prestadores de serviços de pagamento, comerciantes e associações de consumidores, testando e preparando a primeira emissão e, por último, o apoio legislativo mantendo uma cooperação estreita com os colegisladores e instituições da União Europeia, contribuindo com apoio técnico contínuo durante todo o processo legislativo.

Com estes passos, o BCE procura garantir que o euro digital se torne uma opção segura, eficiente e amplamente acessível para os cidadãos e empresas da zona euro, complementando o dinheiro físico e reforçando a soberania monetária europeia na era digital.

O sistema do euro iniciou, em 2021, uma fase de investigação dedicada ao desenvolvimento do euro digital, concluída em 2023 com especial foco no design e conceção da moeda. Em novembro desse mesmo ano, o Banco Central Europeu (BCE) deu início a uma fase de preparação de dois anos, com o objetivo de lançar as bases para uma eventual emissão do euro digital.

Entre os principais objetivos desta etapa para a digitalização do euro, que terminou este mês, estiveram a elaboração de um projeto de regulamento, a seleção de potenciais fornecedores para a plataforma e infraestrutura tecnológica, a realização de testes e experiências com utilizadores, bem como análises técnicas aprofundadas e a colaboração com as partes interessadas.

De acordo com o BCE, todos estes objetivos foram alcançados com sucesso, assegurando que o futuro euro digital cumpra os mais elevados padrões de qualidade, segurança, privacidade e usabilidade.

A Feedzai, tecnológica portuguesa, foi escolhida pelo BCE para ajudar na luta contra a fraude. Segundo o site The Next Big Idea, a empresa fornecerá inteligência centralizada de prevenção de fraude, atribuindo um score de risco a cada transação, tanto entre pessoas (P2P) como entre pessoas e comerciantes (P2M), que os prestadores de serviços de pagamento utilizarão para aprovar ou recusar pagamentos.

*Notícia atualizada às 16h53

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