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O líder parlamentar social-democrata, Hugo Soares, justificou o pedido com o objetivo de garantir um entendimento mais amplo entre os partidos: “Nós precisamos de mais tempo para que possamos procurar um mais amplo consenso para uma lei que é muito importante. É meramente uma razão de que é necessário mais tempo para que se possa procurar o maior consenso alargado para esta lei”, afirmou aos jornalistas, citado pela Lusa.
Questionado sobre se as negociações estariam em impasse, Hugo Soares rejeitou a ideia: “Não se trata de estarem mais difíceis ou mais facilitadas. O que nós queremos é ter uma Lei da Nacionalidade que vise os objetivos que propusemos desde a primeira hora, mas que tenha o maior respaldo dos parlamentares, o mesmo que dizer, a maior adesão de todos os portugueses.”
O pedido de adiamento não encontrou objeções da parte do PS, cujo vice-presidente da bancada, Pedro Delgado Alves, concordou com a proposta. No entanto, o Chega manifestou-se contra, com a deputada Cristina Rodrigues a considerar que, se o PSD pretende chegar a um entendimento com os socialistas, “não vale a pena estar a adiar nada”, sublinhando que o partido votará contra todas as propostas provenientes do PS nesta matéria.
Em resposta, Hugo Soares ironizou: “Se fosse para aprovar essas propostas [do PS], não era preciso adiar”, declarou.
A presidente da bancada do PCP, Paula Santos, lembrou que o ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, estará em audição no Parlamento na sexta-feira, às 10h00, no âmbito do Orçamento do Estado, pelo que a reunião da Comissão de Assuntos Constitucionais foi marcada para as 9h00.
Este é já o terceiro adiamento da discussão na especialidade. Na quarta-feira, PSD e PS tinham concordado em adiar a votação devido à apresentação de novas propostas. O primeiro adiamento ocorreu na semana passada, quando os socialistas pediram mais tempo para analisar a proposta inicial apresentada por PSD e CDS.
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