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No Boletim Notas e Moedas, publicado a 31 de outubro, o BdP afirma que o numerário continua indispensável e funciona como uma “rede de segurança” que garante o funcionamento da economia quando a tecnologia falha. O banco defende a manutenção de uma rede equilibrada de pontos de acesso a dinheiro físico em todo o país.
A recomendação segue o exemplo de outros países europeus, como Países Baixos, Áustria e Finlândia, que já sugerem ter uma pequena reserva de numerário para situações de emergência — como apagões, ciberataques, catástrofes naturais ou conflitos armados, lembra o Público. Em alguns casos, as autoridades indicam valores entre 70 e 100 euros por adulto (ou 70 euros por adulto e 30 euros por criança), suficientes para cobrir despesas essenciais durante 72 horas.
A Comissão Europeia também recomenda que cada cidadão tenha um kit de emergência com bens básicos — água, alimentos, medicamentos e algum dinheiro em notas e moedas, o 24notícias publicou a lista completa — que permita ser autossuficiente durante três dias.
Ao Público, a Deco, através da diretora do seu Gabinete de Proteção Financeira, Natália Nunes, concorda com a importância de um fundo mínimo de emergência, mesmo que modesto. Defende que as famílias devem poupar gradualmente (por exemplo, 5 a 10 euros por mês) até formarem uma reserva que ofereça alguma segurança.
Contudo, tanto a Deco como a PSP alertam para os riscos de segurança de guardar dinheiro em casa. A PSP sublinha que não é aconselhável manter quantias elevadas, recomendando prudência, discrição e o uso de cofres fixos.
A Deco acrescenta que o numerário deve ser guardado em local seguro e discreto e que a reserva deve ser limitada a situações de curta duração, complementando o uso de meios eletrónicos. A combinação equilibrada entre dinheiro físico e digital é vista como uma forma de reforçar a autonomia e resiliência financeira das famílias sem comprometer a segurança.
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