O presidente da câmara de Kiev, Vladimir Klitschko, classificou o ataque como "maciço" e lançou um apelo excecional para que os residentes que tenham essa possibilidade abandonem temporariamente a cidade, procurando locais com fontes alternativas de energia e aquecimento. De acordo com o autarca, aproximadamente metade dos blocos de apartamentos ficou sem aquecimento devido à destruição provocada pelos bombardeamentos.
Na última noite, quatro pessoas morreram na capital ucraniana na sequência de um ataque de grande escala com mísseis e drones, que destruiu vários blocos de apartamentos. As autoridades indicaram ainda que a Rússia disparou o míssil balístico Oreshnik contra o oeste da Ucrânia, um ataque que motivou condenações por parte de países europeus.
O bombardeamento ocorreu poucas horas depois de o Kremlin ter rejeitado uma proposta apresentada por Kiev e pelos seus aliados ocidentais para o envio de forças de manutenção da paz, no eventual cenário de um cessar-fogo.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou a uma reação internacional firme, em particular por parte dos Estados Unidos. "A Rússia deve receber sinais claros de que tem a obrigação de se concentrar na diplomacia e de que haverá consequências sempre que optar novamente por assassinatos e pela destruição de infraestruturas", escreveu nas redes sociais.
Zelensky adiantou que 20 edifícios residenciais foram danificados em Kiev e revelou que um drone russo atingiu o edifício da embaixada do Qatar na capital ucraniana.
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