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O pinheiro é um símbolo do Natal — uma tradição que atravessa séculos —  e poucas serão as casas onde não existe uma árvore decorada. Contudo, numa altura em que o ambiente é cada vez mais uma preocupação, muitas famílias questionam o que será mais sustentável, natural ou artificial.

Para se perceber as vantagens e desvantagens, é preciso pensar na origem das árvores, no transporte até cada casa e no que acontece no fim do seu ciclo de vida útil.

Pinheiro natural

As árvores de Natal verdadeiras são, na sua maioria, cultivadas especificamente para este fim. Durante o seu crescimento, absorvem dióxido de carbono (CO₂) e contribuem para a produção de oxigénio, desempenhando um papel positivo no ciclo do carbono. Além disso, por se tratar de uma cultura renovável, cada árvore cortada é normalmente substituída por outra.

Outro ponto a favor é o fim de vida: uma árvore natural é biodegradável. Quando corretamente encaminhada para compostagem ou reciclagem, pode transformar-se em adubo, cobertura vegetal ou até ser reutilizada em projetos ambientais, reduzindo significativamente o seu impacto ecológico.

No entanto, há desvantagens a considerar. O transporte, o uso de fertilizantes e pesticidas e, sobretudo, o destino final da árvore fazem diferença. Quando uma árvore verdadeira acaba num aterro, pode libertar metano, um gás com efeito de estufa mais potente do que o CO₂.

Segundo uma análise da DECO PROteste, "existem impactos ambientais na categoria de potencial de aquecimento global para a árvore de Natal natural".

Assim, "o fenómeno tem que ver com as emissões associadas à manutenção da árvore (corte da relva, fertilizantes e pesticidas que possam ser utilizados), e ao seu abate, transporte e embalagem. De salientar que o dióxido de carbono que a árvore absorve durante a sua vida acaba por ser libertado quando a árvore chega ao seu fim de vida".

Pinheiro artificial

À primeira vista, a árvore de plástico parece uma alternativa mais prática: não perde folhas, não precisa de água e pode ser reutilizada durante vários anos. No entanto, o seu impacto ambiental começa muito antes de chegar à sala de estar.

A maioria das árvores artificiais é feita de PVC e metal, materiais cuja produção exige grande consumo de energia e gera emissões significativas de gases com efeito de estufa. Além disso, muitas são fabricadas fora da Europa, o que aumenta a pegada de carbono associada ao transporte.

No final da sua vida útil, surge outro problema: as árvores artificiais são difíceis de reciclar devido à mistura de materiais na sua composição. Na prática, acabam frequentemente em aterros, onde o plástico pode persistir durante centenas de anos.

Qual a conclusão?

A verdade é que as duas alternativas podem prejudicar o ambiente, cada uma à sua maneira.

Contudo, diz a DECO PROteste, "uma árvore de plástico tem mais impacto ambiental que uma árvore de Natal natural. É, mais concretamente, quase sete vezes superior ao impacto ambiental da árvore de Natal natural, o que significa que a árvore artificial terá de ser utilizada durante, pelo menos, sete períodos natalícios para que os impactos ambientais que tem a mais sejam compensados".

"Se optar pela árvore de plástico e a usar, pelo menos, sete Natais seguidos, terá compensado o que ela custou ao ambiente. Quanto mais anos utilizar a árvore de Natal artificial, melhor será para o ambiente", é referido.

Além disso, a sustentabilidade não depende apenas do tipo de árvore, mas também dos hábitos de consumo. Comprar local, reutilizar decorações, reduzir desperdícios e garantir um destino adequado para a árvore no fim da época natalícia são gestos simples que fazem a diferença.
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