De acordo com o The Guardian, os vídeos, curtos e de estilo espontâneo, acumulam milhões de visualizações. Neles, não é raro encontrar profissionais dispostos a revelar o ordenado anual, poupanças ou até arrependimentos financeiros do passado. A fórmula é simples: perguntas diretas, respostas imediatas e um público curioso em saber como vivem os outros.

Segundo o jornal britânico, criadores como Gabriel Nussbaum — conhecido online como That Money Guy — defendem que o objetivo é promover a transparência salarial e melhorar a literacia financeira. “A ideia é dar visibilidade ao que significa trabalhar em diferentes carreiras e perceber se as pessoas estão a ser justamente remuneradas”, explicou.

No entanto, o fenómeno não agrada a todos. Especialistas citados pelo Guardian alertam para os riscos: se para alguns os vídeos funcionam como inspiração ou incentivo a negociar melhores condições, para outros podem alimentar sentimentos de frustração ou comparação constante.

Apesar das críticas, o formato continua a crescer em popularidade, sobretudo entre gerações mais jovens e trabalhadores que procuram referências sobre quanto deveriam ganhar. No fim, a pergunta que antes soava intrusiva tornou-se viral — e, pelo menos no espaço digital, já não parece assim tão proibida.