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O barómetro coloca Ventura à frente de António José Seguro (13,7%) e atrás de Henrique Gouveia e Melo (18,5%) e Luís Marques Mendes (17,2%), refere o Expresso.

Segundo o líder do Chega, “a direita política e o espaço antissistema” continuam sem um candidato claro, o que justifica a ponderação da sua entrada na corrida. Recorde-se que já em 2021 Ventura disputou as presidenciais, ficando em terceiro lugar com 11,8%.

Desta vez, assegurou que não tenciona suspender a liderança do partido durante a campanha, mas admitiu que, caso vença, terá de se afastar do cargo: “Um Presidente da República não pode acumular funções de chefe de Estado e líder partidário.”

Ventura insiste que o Chega terá candidatura própria e que essa deverá chegar à segunda volta: “Um partido que obteve 23% nas legislativas não pode ficar de fora.” Sobre um eventual apoio a outros nomes, deixou claro que Marques Mendes “nunca” merecerá o seu apoio.

O Conselho Nacional do Chega reúne a 12 de setembro, estando o tema presidencial em agenda.

“Governo sombra”

Durante a mesma entrevista, Ventura confirmou que apresentará o “governo sombra” do Chega a 18 de setembro. O anúncio tinha sido feito na noite das legislativas, mas foi sucessivamente adiado. O líder explicou que o processo de escolha dos nomes envolveu recusas, propostas e até voluntários, mas garantiu que o partido “não tem falta de quadros”.

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O dirigente voltou ainda a criticar a ministra da Administração Interna pela gestão dos incêndios e acusou o líder socialista, José Luís Carneiro, de “cumplicidade” caso o PS rejeite o debate parlamentar pedido pelo Chega sobre o tema.