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A denúncia foi feita pelo fundador da associação, Luciano Waldman, que alerta para uma “explosão de antissemitismo” na capital.
Nas paredes exteriores do centro, surgem regularmente autocolantes e frases como “Vocês não são bem-vindos a Portugal” ou “Morte a Israel”. Na última semana, estavam inscritas mensagens como “Free Gaza”, acompanhadas de insultos aos judeus, como “assassinos de crianças”.
Luciano Waldman acrescentou que, a cada duas semanas, alguém tenta arrancar da parede a Estrela de Davi que identifica o espaço, avança a Lusa no Notícias ao Minuto.
O dirigente relatou também confrontos pessoais, incluindo insultos racistas, como “Volta para a tua terra, o homem do bigodinho tinha razão”. Num episódio recente, descreveu ter sido ameaçado por um indivíduo ligado ao movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), que lhe terá gritado: “sionistas como tu têm que morrer”.
À Lusa, o BDS negou qualquer envolvimento e afirmou não ter conhecimento dos incidentes. A organização declarou ainda não tolerar atos discriminatórios de qualquer natureza, rejeitando a associação entre críticas ao Estado de Israel e antissemitismo.
Luciano Waldman disse já ter apresentado centenas de queixas à Câmara de Lisboa, mas considera que “nada é feito e as coisas estão só a piorar”. As mensagens de ódio têm sido também divulgadas nas redes sociais do centro, no Instagram e no Facebook.
O Centro Cultural Judaico Rua da Judiaria, fundado em 2019, tem 600 associados e dedica-se à salvaguarda e promoção do património judaico-português.
A denúncia surge num contexto marcado pela guerra em Gaza, desencadeada a 7 de outubro de 2023 com os ataques do Hamas no sul de Israel, que causaram cerca de 1.200 mortos e 250 reféns. Em resposta, Israel lançou uma ofensiva militar que já provocou mais de 63 mil mortos, segundo as autoridades locais, além da destruição generalizada de infraestruturas e o deslocamento de centenas de milhares de pessoas.
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